
Volume 2 - Capítulo 825
Super Detective in the Fictional World
À tarde, Pepper desceu as escadas com uma expressão aliviada.
Ela tinha acabado de copiar as “informações sérias” do computador principal quando Obadiah a seguiu no escritório.
Ela fez o melhor para distrair o careca. Após terminar a cópia e retirar o decodificador, foi embora.
No entanto, a tela de download ainda estava no computador.
Contanto que Obadiah ligasse o computador do modo de suspensão, ele descobriria o que ela fez.
Corra, corra, Pepper falou consigo enquanto seus saltos batiam no chão.
Quando estava saindo do prédio, um homem sentado na área de espera se levantou de repente: — Srta. Potts, espere.
Pepper levou um susto e quase gritou.
Quando focou, percebeu que não era um guarda da segurança, mas o agente de um certo departamento que conheceu.
Qual departamento? Hm, o título era longo e estranho e, por um momento, não conseguia se lembrar do nome todo.
O homem sorriu calorosamente: — Srta. Potts, tínhamos um horário marcado. Você esqueceu?
Pepper se acalmou e continuou caminhando: — Não, Agente Phil Coulson. Agora, venha comigo.
Phil ficou um pouco surpreso e perguntou imediatamente: — Agora?
Pepper caminhou rapidamente: — Isso mesmo. Venha comigo agora.
— Okay. — Coulson seguiu rapidamente.
Quando saíram do prédio, Obadiah desceu as escadas.
Ele não tinha checado o computador.
Ao invés disso, esta conversa com Pepper o fez decidir agir hoje.
Era uma coisa Tony ser o CEO, mas, há alguns anos, ele havia até trazido Pepper, uma jovem que ainda nem havia crescido, para a empresa. Ela era chamada de assistente, mas na realidade, era a segunda CEO, e tornava tudo mais complicado para Obadiah quando vendia armas de fogo secretamente.
Por que esta vadia entrou no seu caminho? Ou foi porque aquele magnata luxurioso foi obcecado e fazia tudo que ele queria? Obadiah xingou Tony no seu coração e partiu para a mansão de Tony.
No caminho, Obadiah viu o carro de Happy passar.
Ele zombou.
Ele fez o departamento administrativo da empresa chamar Happy e pedir para dar uma explicação de alguns recursos que usou em sua viagem anterior para o Afeganistão.
Happy não incomodaria Tony neste pequeno assunto. Como esperado, ele deixou a mansão sozinho e foi para a empresa.
Obadiah pisou no acelerador e apressou-se para a mansão.
O guarda-costas no portão só olhou para Obadiah antes de abrir o portão.
Obadiah nunca precisou ser anunciado quando vinha aqui. Este era um hábito que se formou após vários anos.
A mansão estava vazia.
Mais cedo, Tony mandou Pepper ir até a empresa conseguir as sujeiras de Obadiah, enquanto Happy foi chamado. Os outros guarda-costas não entrariam na mansão sem motivo.
Assim que Obadiah entrou na sala de estar, ouviu a voz de Jarvis: — Sr. Stane, você precisa que eu diga ao Sr. Stark, que está aqui?
Obadiah assentiu e olhou ao redor do cômodo como se estivesse examinando a mobília. Ele colocou uma caixa no sofá e caminhou até a porta do porão.
Quando ouviu passos, pressionou um botão no bolso.
As luzes na mansão piscaram duas vezes antes de apagarem de repente.
Naquele momento, Tony apareceu no topo das escadas. Ele olhou para as luzes de emergência na sala, surpreso: — Blackout?
Ele tinha um sistema de energia reserva e era impossível a energia ser cortada. Estas luzes de emergência sempre foram para exibição. Por que ativariam hoje?
Antes que pudesse voltar aos sentidos, Obadiah, que estava parado ao lado, estendeu a mão sem pressa para que não ficasse longe da cabeça de Tony. Com um aperto do dedo, ativou o dispositivo de controle remoto em sua mão.
Um som minúsculo, mas agudo, soou. A boca de Tony ainda estava aberta, mas seu corpo congelou e seus olhos revelaram choque.
Obadiah contou o tempo e foi quase cinco segundos antes de desligar o dispositivo. Sua outra mão, que estava apoiando Tony, o agarrou e levou até o sofá.
Naquele momento, alguém bateu na porta.
Obadiah colocou Tony no sofá, fora da vista da porta, e a abriu rapidamente.
Um guarda perguntou imediatamente: — Sr. Stane, a energia na mansão acabou. Você e o Sr. Stark estão bem?
Obadiah sorriu: — Está tudo bem. Estamos conversando. Ele está comendo a pizza que comprei.
O guarda assentiu: — Mandarei a manutenção checar a fiação.
Os olhos de Obadiah piscaram quando falou: — Não precisa. O Tony já chamou alguém. Diga aos outros para continuarem o trabalho.
O guarda não achou estranho: — Okay, desculpe incomodar você, Sr. Stane. — Ele se virou e saiu.
Obadiah fechou a porta e voltou para a sala de estar.
Olhando para Tony, que estava o encarando, Obadiah caminhou com uma expressão complicada.
Ele tirou um fone especial dos ouvidos e apontou para o dispositivo na sua mão: — Você lembra disto, certo? Você inventou esta coisinha alguns anos atrás. É uma pena que a DoD não tenha aprovado. Na verdade, tem muitas aplicações para paralisia de curto prazo.
Tony não falou nada e apenas continuou encarando.
Obadiah abriu a caixa que tinha acabado de largar e apontou para algo que parecia com um laptop negro: — Você também inventou isto. Eu queria vender, mas você falou que era perigoso demais. Bem, você está certo. Parece bastante perigoso. Até o Jarvis tem que parar quando é ativado.
Tony ficou com raiva e ofendido.
Obadiah pegou algo que parecia um abridor de garrafa de vinho da caixa e falou com Tony por um longo tempo.
Ele falou sobre os caprichos de Tony e quão difícil foi se conter. Após alguns minutos, riu: — Esqueci que é difícil para você falar agora.
Ele não falou mais nada.
Levantando a camisa de Tony para revelar o Reator Arc do peito, Obadiah tirou com o dispositivo de abridor de garrafa na mão. Puxando, ele tirou e colocou na caixa.
Fechando a caixa, colocou os fones e ligou o dispositivo de paralisia novamente antes de colocar no encosto do sofá, perto do ouvido de Tony: — Adeus, Tony. Não finja ser esperto quando estiver no céu, se é que vai poder ir para o céu, hehe!
Enquanto falava, saiu da mansão e entrou no carro.
No caminho, falou para o guarda na porta: — Tony está um pouco cansado. Ele já foi dormir. Não o perturbe.
O guarda assentiu: — Okay, Sr. Stane.
Obadiah assentiu com um sorriso e foi embora da mansão e foi para a empresa.
Na mansão, os olhos de Tony estavam abertos e ele estava sentindo raiva, ansiedade e desespero.