
Volume 2 - Capítulo 822
Super Detective in the Fictional World
Tony Stark acabou de ser atacado e Happy não ousou ser descuidado.
Independentemente de qual fosse o relacionamento que Batman e Pepper tivessem, não tinha nada a ver com ele.
Batman espancando bandidos junto do magnata não foi o bastante para Happy baixar sua vigilância profissional.
Pepper parou e sua mão na porta congelou.
Porém, antes que as duas pessoas no carro pudessem reagir, o Batman gesticulou para eles na frente do carro. Ele deu um salto e planou na direção da mansão.
Atordoados, ambos suspiraram de alívio.
Este era um dos movimentos de assinatura do Batman: saltar do chão e planar em baixa altitude. Ambos viram muitas vezes.
Especialmente Pepper, que lia as notícias do Batman sempre que tinha tempo.
Sua intuição dizia que este era o verdadeiro Batman.
Quando o carro chegou na mansão, a figura preta já estava parada na porta.
Desta vez, Pepper saiu e Happy não falou mais nada.
Contudo, ele já tinha informado Tony e os guardas. Pelo menos, o magnata estaria preparado.
Ele viu Tony aparecer na porta e olhou para o Batman, que estava a alguns passos de distância.
Naquela distância, se o Batman quisesse derrotar Tony, só precisava dar um passo e socá-lo.
Tony, entretanto, estava muito calmo.
Após a provação no Afeganistão, seu temperamento mudou e ele estava muito mais maduro.
Agora que viu o Batman, ficou menos animado do que esperava e mais curioso.
Ele suspirou de repente; não era mais o Tony de antes.
Luke inclinou a cabeça e olhou para os guardas ao lado, bem como os dois que estavam nos pontos de vantagem: — Tem certeza de que precisa deles aqui?
Tony ergueu a sobrancelha: — Devemos entrar?
Luke balançou a cabeça decisivamente.
A casa deste cara tinha o Jarvis.
Mesmo na pequena mansão de Luke, o Caracolzinho podia operar muitos equipamentos de vigilância. Luke não queria entrar no ninho de Tony e dar a ele a chance de estudá-lo.
Assim como agora; Tony estava sendo muito desonesto.
Desde que Luke apareceu na porta, seu sistema de vigilância antieletrônica estava o avisando constantemente que havia vários dispositivos de detecção espionando-o.
— Vamos para a praia — falou Luke: — Precisamos conversar em particular.
Dizendo isso, ele olhou para a mulher que ficou atrás de Tony e acrescentou: — A Srta. Potts pode vir conosco.
Tony bufou infeliz: — Por que está trazendo ela?
Luke respondeu: — Talvez seja porque, com uma mulher linda por perto, eu posso controlar a vontade de te bater?
Tony bufou: — Está tentando me chatear?
Luke: — Esqueça. Não esperava nada de você, considerando sua personalidade de merda. Vamos ser diretos.
Enquanto falava, deu dois passos e agarrou Tony com uma mão e Pepper com a outra, fazendo-a gritar de surpresa.
Luke correu dez metros e saltou pelo gradil com ambos, planando pela praia.
Happy ficou alarmado, mas a voz mecânica do Batman então soou: — Estou levando o Sr. Tony e a Srta. Pepper para ter uma conversa franca na praia. Você fica aqui.
Nenhum dos guardas ousou atacar.
O Batman estava segurando seu chefão e sua segunda chefe em cada mão.
Todos sabiam que a armadura do Batman era à prova de balas, mas Tony e Pepper certamente não tinham uma.
Happy correu até o gradil perto da mansão e olhou para baixo, só para ver que Luke já tinha pousado na beira da praia a dezenas de metros.
Contudo, mal conseguia ver o que estava acontecendo com os três daqui.
Batman já tinha colocado Pepper e Tony no chão. Ele então pegou Tony e se moveu vinte metros para o lado antes de descê-lo.
— Happy, devemos fazer algo? — perguntou um guarda do alto.
O rifle sniper em sua mão era customizado. Balas elétricas poderiam paralisar e subjugar oponentes, mas contra o famoso Batman, ele não estava confiante.
Happy franziu a testa: — Permaneça alerta. Não aja sem meu aviso.
Eles não podiam impedir o Batman agora.
Tony esteve em muitos problemas recentemente. Seria melhor se ele não aparecesse nas manchetes.
Além disso, Happy limpou a casa do magnata antes, então sabia que ele era o Homem de Ferro e tinha alguns lições com o Batman.
Tony não deveria estar em muito perigo.
Luke não se importou com os guardas ou até com a Pepper.
Descendo o Tony, ele perguntou: — Ela não sabe que você é o Homem de Ferro, certo?
Os olhos de Tony arregalaram: — Quê?
Foi tão alto que até Pepper, que estava a vinte metros, ouviu.
Luke não pensou muito: — Você acha que só porque é esperto, eu não conseguirei investigar sua identidade?
Tony se acalmou: — Você está pensando demais. Não sou o Homem de Ferro.
Luke: — Ah, isso pode ser porque seu brinquedão de metal não foi consertado ainda. Não me diga que é daquela vez que caiu do céu?
A expressão de Tony escureceu: — Não sei do que está falando.
Luke não perdeu mais tempo conversando com ele: — Tudo bem. Poderia te nocautear e carregar para dentro da casa e você não conseguiria esconder nada em sua oficina. Esqueça seu sistema de segurança, Srta. Pepper definitivamente me deixará entrar após você desmaiar.
A boca de Tony se moveu, mas não ousou dizer nada.
Ele não ousou apostar que o Batman o nocautearia. De qualquer forma, não seria um grande ferimento.
Além disso, se o Batman fizesse isso na frente dos guardas e Pepper, só Tony ficaria envergonhado.
— Tudo bem, vamos aos negócios. Escolha um lado da moeda que estou segurando. Se vencer, te darei um presente. — Uma moeda apareceu na mão de Luke.
Tony exibiu uma expressão estranha: — Você é uma criança?
Luke: — Não se arrependa depois se não quiser.
Tony: — Aceitarei a aposta.
Um momento depois, o rosto de Luke estava tremendo no capacete.
Havia realmente algo de errado com a sorte deste magnata.
Após a moeda ser jogada várias vezes, Tony ficou impaciente.
Luke não teve escolha além de transformar uma rodada em melhor de três e depois melhor de cinco…
Finalmente, ele mudou para melhor de sete e a pontuação finalmente ficou quatro a três.
Tony finalmente alcançou uma vitória estreita.
A esta altura, ele e Luke estavam completamente empatados e a lista de habilidades do magnata no sistema ficou cinza.
Fazia sentido que, embora o cara tivesse desenvolvido a armadura do Homem de Ferro antes da hora, ele ainda foi sequestrado.
Além disso, a atitude de Obadiah sobre o Tony provavelmente também mudou.
Talvez fosse porque a sorte de Tony piorou um pouco recentemente, mas Obadiah avançou no seu esquema.
Assim, era 2004, mas Obadiah já tinha decidido agir e matar Tony.
Tony ficou um pouco impaciente: — Não faz muito tempo desde que nos encontramos, então por que você está mais infantil? Precisamos jogar a moeda por tanto tempo?