
Volume 2 - Capítulo 770
Super Detective in the Fictional World
— Luke, estou muito preocupado com o Avô. A mãe e o pai não estão aqui, então tive que ligar para você — disse Joseph.
Luke assentiu: — Vou ligar para ele. Não se preocupe. — Ele então desligou.
Embora Joseph fosse jovem, ele era muito esperto.
Enquanto conversava com Luke, Catherine mencionou antes que o QI de Joseph poderia provavelmente cumprir os requisitos do MENSA.
Robert e Catherine ainda estavam na Europa, enquanto Luke e Claire estavam em Los Angeles.
Joseph determinou facilmente que a melhor pessoa para pedir ajuda era Luke.
Luke não ousou tratar as palavras de seu irmão com leveza. Ele ligou imediatamente para Drax, mas a linha estava ocupada.
Ele franziu a testa: — Disque o número de novo. — Ele então colocou o celular no painel.
Um minuto depois, o celular de Drax ainda estava ocupado.
Selina pegou seu celular: — Tenho o número do Ferreira. Vou ligar para ele.
Luke assentiu em reconhecimento.
Ferreira, o veterinário do rancho, trabalhou com o pai de Selina por anos.
Joseph falou que o Ferreira também estava em Dallas, então poderia confirmar a situação ao contatá-lo.
Ferreira atendeu rapidamente.
Após dizer algumas palavras, Selina colocou no viva-voz.
Com certeza, Ferreira estava a caminho para pegar Joseph, mas não sabia o motivo de Drax estar com tanta raiva.
Luke pediu para ele chegar logo e certificar-se de que pudesse apaziguar seu avô temperamental.
Até Robert ficava longe quando o temperamento de Drax estava ruim; qualquer um poderia imaginar como era difícil de persuadi-lo.
Drax nasceu com um temperamento ruim e era difícil de manter sob controle. Se ele ficasse com sua filha Catherine, ele com certeza discutiria com Robert o dia todo, o que tornaria as coisas difíceis para sua filha e netos.
Catherine entendeu seu pensamento. Quando estavam livres, ela levaria as crianças para passar o fim de semana no rancho, então Drax estava contente em ficar lá.
Nas palavras do velho, ele estava acostumado a trabalhar no rancho e não precisava se aposentar em Shackelford.
Drax estava bem de saúde e também havia quase dez trabalhadores no rancho; não havia necessidade de se preocupar de que não receberiam notícias se algo acontecesse.
Contudo, o velho teimoso tinha uma fraqueza.
Ele sempre foi enviesado por Luke desde que era jovem e raramente o repreendia.
E ele mimava demais Claire e Joseph.
Se não fosse por Claire e Joseph só passarem o final de semana no rancho, este velho teimoso os teria mimado até a morte.
Por exemplo, com certeza foi ideia do Joseph assistir ao show de acrobacia de moto em Dallas. Caso contrário, Drax não teria se interessado em ver um show quando já tinha setenta anos.
Alguns minutos depois, Luke finalmente conseguiu falar com Drax.
Ele mal disse algumas palavras antes de ouvir imponente o “beep” no celular.
O velho teimoso ficou irritado com as palavras de Luke e desligou.
Selina perguntou: — Devo te ajudar com a papelada de licença?
Luke suspirou: — Avisarei a Elsa. Fiquei sem licença há muito tempo.
Se isto tivesse acontecido dois dias mais cedo, ele poderia ter tirado o final de semana sem problemas.
Agora, teria que passar pela porta dos fundos e avisar Elsa para evitar passar qualquer caso urgente.
Se ele encontrasse uma situação incomum e fosse investigado, Elsa lhe daria uma licença imediatamente.
É claro, um detetive comum não ousaria fazer algo assim se não tivesse um apoio sólido do chefe.
Luke dirigiu até o aeroporto e pegou o próximo voo. Ele embarcou uma hora depois.
Às quatro da tarde, ele saiu do Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth e pegou um táxi para ir ao hotel.
Meia hora depois, entrou num hotel três estrelas e bateu na porta do Quarto 507.
O rosto de Drax apareceu na fresta da porta.
Quando viu Luke, ele balançou a mão irritado: — Por que você veio? Não estou senil ainda. Você não precisa se preocupar comigo.
Luke o seguiu para o quarto e fechou a porta. Em seguida, colocou o braço ao redor do ombro do velho e falou: — Avô, seria um problema se não me preocupasse com você.
O velho bufou e não respondeu.
Embora fosse teimoso, podia dizer a diferença do bom e ruim.
Entrando no quarto, Luke e Drax se sentaram. Pegando uma garrafa de whiskey da mesa, Luke olhou para o homem e perguntou: — Lembro quando o médico fez um check-up e disse que você deveria beber menos álcool e, no máximo, só um pouco de vinho e cerveja, certo?
Drax inclinou a cabeça: — Não é da sua conta!
Entretanto, acrescentou imediatamente: — Estava ocupado fazendo ligações. Não bebi nada ainda.
Luke sorriu e pegou duas latas de cerveja da geladeira. Ele deu uma ao velho e falou: — O clima está quente, refresque-se um pouco.
O velho não teve escolha.
Luke sempre foi obediente e sensível desde criança.
Toda vez que Drax pensava nos pais de Luke que faleceram cedo, o coração do velho doía mais. Ele sentiu que foi por Luke não ter pais que ficou maduro e sensível desde cedo.
No ponto de vista do homem, os garotos texanos deveriam ser um pouco mais ousados numa idade jovem.
Lutar, fumar, beber e levantar saias — por mais que o velho estivesse preocupado, era assim que os garotos texanos cresciam.
Luke, por outro lado, nunca tocou em nada disso desde que era jovem.
Se Luke e Jimena não tivessem ficado juntos nos últimos dois anos do ensino médio, o velho teria suspeitado de que havia um problema com a orientação sexual de seu neto.
Assim, o homem não podia dizer nada duro a Luke.
Após beber duas goladas de cerveja gelada, Luke finalmente expressou: — Avô, já estou aqui. Você pode me contar o que aconteceu para que a passagem de avião não seja desperdiçada, certo? Além disso, sou um detetive de terceiro nível na Divisão de Crimes Graves da LAPD e sou um dos melhores. Se realmente quer fazer algo, estou familiarizado com a lei e sei como a polícia funciona…
Drax levantou as mãos em rendição: — Para! Não quero atirar em ninguém de verdade. Você não tem que ser tão atencioso.
Luke estava basicamente dizendo: “Mesmo que mate alguém, posso te ajudar a limpar”.
Como o velho poderia resistir ao apoio incondicional de sua família?
A última coisa que queria era pôr sua família em problemas, sem falar de Luke infringindo a lei por ele.
Luke riu secretamente.
Ele sabia bem que seu avô era passível de persuasão e não coerção.
Em vez de tentar persuadi-lo, seria melhor começar com a família para acalmá-lo.
Suspirando, o velho finalmente explicou o que aconteceu.
Luke ouviu em silêncio. Ele não interrompeu o velho, mesmo quando o último estava xingando o assassino que matou seu bom amigo.
Após o homem parar de falar e respirar por um instante, Luke perguntou: — Avô, você conhece alguém no departamento de polícia? Caso contrário, não conseguiríamos checar a situação na cena.
Era um caso enorme e só fazia um dia desde o assassinato.
Para resolver o caso, o departamento com certeza manteria os detalhes confidenciais.
O velho assentiu: — Conheço alguém, um júnior no departamento.
Luke indagou: — Você pode pedi-lo para me levar à cena do crime para dar uma olhada?
O velho hesitou.
Ele estava furioso e poderia disparar em quem quisesse.
Porém, não estava disposto a deixar Luke assumir riscos.