Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 756

Super Detective in the Fictional World

Havia todo tipo de carros estacionados na beira do prado e uma fogueira na praia. Um grupo estava rindo e bebendo cerveja.

Selina estava usando um vestido boêmio laranja solto e parecia mais descontraída que o normal.

 Luke estava igual. Usava uma camiseta solta, bermudas casuais e um par de chinelos. Ele não parecia diferente de um estudante do ensino médio.

Sem chamar atenção, eles se misturaram na multidão.

Luke suspirou.

Claire conseguiria beber quanto quisesse aqui. Havia muitos cadetes nesta praia que tinham mais de vinte e um anos e poderiam comprar facilmente muitas bebidas. Ninguém reclamaria e a proibiria de beber.

No entanto, Claire, que estava conversando baixinho com Karen e Hooks no centro da clareira, apenas tomou um gole de cerveja.

Luke sentiu o coração palpitar por ela.

Para conseguir se controlar nesta situação e não beber loucamente como o resto, ela tinha um bom autocontrole.

Em comparação, Karen e Hooks estavam muito mais livres em sua bebedeira.

Havia um conjunto de alto-falantes na praia tocando música e era uma música antiga da Sheerah.

A popularidade desta grande estrela disparou recentemente e estava indo rumo ao topo.

Se ela fizesse o que Luke disse, poderia realmente conseguir se tornar uma das maiores cantoras; era só que seus métodos eram pouco ortodoxos.

Contudo, a sorte sempre fez parte da força de uma pessoa bem-sucedida.

A sorte era uma necessidade para a maioria das grandes celebridades.

Só a força não era o bastante para garantir que pudessem se destacar entre milhões de competidores.

Olhando para a multidão dançando, Luke estendeu a mão para Selina e perguntou: — Posso ter o prazer desta dança?

Atordoada, Selina sorriu e estendeu a mão: — É um prazer.

Eles estavam cercados pelas pessoas dançando e conversando.

As pessoas conversando estavam reunidas num lado da fogueira enquanto os outros dançavam animados.

Era o tipo de dança em que tiravam as roupas e se movimentavam loucamente.

É claro, Selina e Luke não se juntaram à diversão, mas dançaram na beirada.

Não era como se fosse uma competição estadual e ninguém tinha habilidades de dança extraordinárias. As pessoas dançando na orla estavam amontoadas enquanto sussurravam umas para as outras.

Foi igual para Luke e Selina, mas seu tópico era um pouco diferente.

— Olha, alguém está cantando a Claire — Selina o alertou baixinho.

Luke não achou grande coisa: — Muitos garotos a perseguiram quando ela estava na escola e havia ainda mais quando ela se juntou às líderes de torcida. Ela sabe seus limites.

Selina expressou: — Pelo menos quatro rapazes a cantaram desde que chegamos aqui, um a mais que a Srta. Karen. Hm, por que normalmente não sinto que ela é tão popular com os caras?

Luke riu: — E você? Não teve nenhum pretendente no Colégio Knox?

Selina suspirou: — É diferente. Agora que pensei sobre isto, se não fossem os caras latinos, até os mais sérios só queriam um pouco de diversão. A maioria dos rapazes brancos também achava que eu seria fácil de pegar.

Luke soltou um leve “uau”: — E então? Lembro do Robert te ajudando a lidar com algumas “pequenas disputas”?

É claro, isso foi algo que ele e Robert conversaram após Luke e Selina se tornarem colegas.

Selina riu: — Arranquei os dentes de três caras brancos que tentaram me drogar e coloquei as mãos na droga que tinham.

Luke entendeu.

Os três perderam os dentes, o que era prova de que ela havia batido neles.

Porém, com a droga como evidência, se a escola ousasse tocar nela, seriam acusados de discriminação.

— Na verdade, meu professor quase me convenceu a entregar a droga — Selina falou baixinho. — Mas o Robert correu e pegou dele.

Luke assentiu em resposta.

Se ela tivesse entregado a evidência, a escola inevitavelmente transformaria num pequeno incidente.

Selina, como a “perpetradora”, poderia até ter sido expulsa para apaziguar a situação. Afinal, ela era uma latino-americana.

— Lembro que, quando o Robert entrou no escritório, ele imediatamente trancou a porta e apontou a arma na cabeça do professor e disse: “Você acredita que, mesmo que eu te mate, posso provar que você estava ajudando aqueles desgraçados a destruir a evidência que tentaram atacar minha sobrinha?” — Os movimentos de Selina desaceleraram e ela olhou para o céu noturno.

— Sobrinha? — Luke achou estranho.

Selina riu: — Se ele não falasse isso, não conseguiria intimidar com tanta facilidade.

Luke assentiu: — Isso é verdade.

— Foi só após me tornar uma xerife em Shackelford que percebi que a polícia não era tão grandiosa. — Selina riu: — Porque o Robert era incrível, não a polícia.

Luke também riu.

Isso mesmo.

Mesmo que Robert não fosse o xerife, ele ainda era alguém de temperamento quente que ousava apontar a arma na cabeça do professor.

Luke perguntou: — O professor não fez uma queixa contra o Robert?

Selina riu tanto que seu corpo tremeu: — Eu estava lá. Realmente acho que, se o professor tivesse falado algo, o Robert teria explodido sua cabeça. Após isso, o professor não teve coragem nem de respirar e fugia sempre que me via.

Luke riu.

Ele nunca viu este lado de Robert em casa.

Isso porque Catherine estava em casa, então este homem bruto nunca revelou seu lado violento para a família.

Selina enunciou: — Quando saímos da escola, eu ainda tinha medo de me aproximar do Robert. No final, quando entramos no carro, ele jogou a arma para mim e me deixou brincar com ela.

Luke: — Hã?

— Era uma airsoft — explicou Selina.

Sem palavras, Luke balançou a cabeça: — Então o Robert pode ser maligno?

— Ele não é tão imprudente quanto parece — falou Selina: — Após trabalhar em vários casos, percebi que ele faz as coisas igual você. Hm, mesmo que você não pareça igual por fora, é a cara dele por dentro.

Luke declarou solenemente: — O exterior é o que importa. Ele não é tão lindo quanto eu.

Selina deu um tapa nas costas dele com um sorriso: — Seu bastardo sem vergonha!

Luke, todavia, entendeu.

Selina estava certa quando falou que ele e Robert usavam métodos similares.

Robert conhecia Flegg. Mesmo que não tivesse participado de nenhuma força armada secreta antes, seus métodos eram rápidos e cruéis como os do exército, enquanto ele tinha uma atenção aos detalhes de uma agência secreta.

Isto era realmente similar a como Luke fazia as coisas.

Selina era uma detetive experiente com habilidades de observação excelentes! Luke ficou bastante satisfeito.

Um momento depois, achou engraçado. Sua mentalidade parecia um pouco… velha.

Sua linha de vista parou em Claire, que estava rindo e conversando. Luke tinha que admitir que sua mentalidade era realmente um pouco velha.

Selina já tinha vinte e cinco anos, mas Luke a via como sua júnior.

Nem se fala da Claire, que nem tinha dezoito ainda.

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