
Volume 2 - Capítulo 754
Super Detective in the Fictional World
Luke olhou para o Vocal Básico e Instrumentos Musicais Básico na lista de habilidades que pertencia a uma garota com o “rugido do leão”. Ele estava extremamente calmo.
Eles só custavam duzentos pontos de crédito e ele os havia aprendido há tempos.
Ele tossiu e falou solenemente: — Meu sonho era ser cantor!
Claire e Selina exibiram expressões de “hã?”.
Luke teve muitos sonhos similares na vida passada. De querer ser um cientista quando era jovem a se tornar um magnata, ele mudava de ambições com tanta frequência que não realizou nenhuma antes de transmigrar.
— Ouça isto. — Ele abriu a boca: — It starts with one, one thing, I don’t know why…
Claire, que viveu com Luke por mais de dez anos, nunca pensou que ele poderia cantar, e muito bem ainda por cima.
Selina se acalmou um pouco. Ela o ouvia cantar de vez em quando e, embora não fosse neste estilo, todas soavam muito boas.
Claire, que sempre esteve interessada em música, perguntou: — Por que nunca ouvi esta música antes?
Luke: — … Eu compus.
Isto era algo da sua vida passada.
Claire e Selina ficaram sem palavras.
Claire perguntou de novo: — Quem canta rock desse jeito? Pode mesmo ser considerado música?
Luke respondeu: — É um estilo pessoal, por isso não aprecio o seu… er, heavy metal rural?
Claire: — Hã? Isso é heavy metal, tá? Que heavy metal rural? Por que nunca ouvi rock desse jeito?
Luke falou: — … Tudo bem, talvez tenha me lembrado errado, mas o significado está lá. Então, não é que eu não saiba cantar, é só que não costumo cantar.
As músicas de rock que lembrava da sua vida passada eram obras-primas conhecidas — ele havia esquecido das normais.
É claro, não era justo comparar as melhores músicas de rock destes grandes cantores ou bandas com aquelas que Claire ouvia.
O que ele cantou agora há pouco não era ruim e estava entre o rap e o rock.
Claire nunca ouviu, mas gostou e não podia refutar suas palavras.
Ela ficou distraída com isto por um instante enquanto questionava Luke incessantemente sobre o resto da música.
Selina lembrou: — Ei, você não queria ajuda do Luke?
Claire bateu na testa: — Quero encontrar a Sheerah e ouvi-la falar pessoalmente sobre o Batman.
Luke coçou a cabeça: — Ela parece estar um pouco ocupada recentemente…
Porém, ao ver o olhar persistente nos olhos da macaquinha, Luke desistiu: — Vou ligar.
Sheerah atendeu rapidamente. Após uma conversa breve, Luke desligou: — Ela está se preparando para um show de caridade para o terremoto e raramente fica em casa.
Claire soltou um “oh” decepcionado e não falou mais nada.
Olhando para como a macaquinha ficou sem vida, o coração de Luke suavizou: — Você não é boa com canto?
Claire respondeu: — Não sabia? Estive numa banda com alguns caras na escola. Aprendi a teoria básica da música, mas não sou uma profissional.
Luke esfregou o queixo: — Deixe-me ouvir um pouco.
Claire: — Hã?
Naquela noite, Luke foi até um hotel e fez uma ligação no saguão antes de se sentar.
Dez minutos depois, uma mulher usando shorts e camiseta e um chapéu com óculos de sol, veio e se sentou na sua frente: — Luke, há quanto tempo.
Luke respondeu com um sorriso: — Sheerah, sinto muito te incomodar tão tarde, mas queria perguntar algo.
A maioria das pessoas que saíam à noite em Los Angeles eram celebridades.
Sheerah era uma grande estrela, é claro.
Ela estava cansada, mas também interessada.
Luke raramente a contatava. No máximo, enviava mensagens de final de ano.
Ela ainda devia um favor, então concordou em se encontrar no momento em que ele pediu.
Ela assentiu prontamente para suas palavras: — Pode falar.
— Na verdade, você pode usar um pouco mais de publicidade para seu show de caridade… — Luke explicou sua ideia e a expressão de Sheerah ficou séria.
Após alguma consideração, sentiu que o plano era muito prático.
Nos últimos dias, ela esteve pensando no show beneficente em si, enquanto a ideia de Luke era promovê-la a fazer com que mais pessoas soubessem sobre isto.
Não era muito difícil ou grande demais de fazer e poderia ser realizado como um ensaio geral para a apresentação.
— E a música? — Ela levantou a grande pergunta: — Onde posso encontrar uma nova música adequada?
Uma nova música era necessária para este evento promocional. Tinha que estar correlacionado ao tema do show beneficente, e ser algo assim poderia ser cantado por muitas pessoas.
Luke pegou um papel com um sorriso: — Pedi alguém para escrever uma música. Você pode dar uma olhada primeiro.
Sheerah ficou surpresa: — Você encontrou alguém? — Ela pegou o papel e deu uma olhada enquanto cantarolava levemente.
Luke aguardou por alguns minutos. Vendo que ela ainda estava tentando cantar a música, ele deu um tapinha na mesa: — Sheerah, espera.
Sheerah voltou a si e olhou para ele: — Hã? Quê?
Luke expressou: — Você pode olhar para a música com calma. Contanto que seja para a caridade, você não tem que pagar. É só você decidir se quer usar ou não.
Sheerah olhou surpresa para ele. Após pensar por um momento, ela sorriu de repente: — Se precisar de algo, pode me dizer.
Luke riu: — Tenho uma irmã curiosa sobre sua nova música e o Batman, mas você esteve ocupada recentemente…
Sheerah levantou a mão: — Posso arranjar um tempo para conversar com ela. Não precisa ter tanta educação entre nós dois, certo?
Luke: — O show beneficente é um assunto sério, enquanto ela só está curiosa; os dois não deveriam se misturar. Então, quero que ela venha e ajude um pouco durante o show. Você pode conversar com ela quando tiver tempo, mas não dê um tratamento especial; apenas a trate como qualquer um dos outros voluntários.
Sheerah obviamente entendeu que ele não queria que sua irmã perseguisse as estrelas.
Como voluntária, Claire poderia fazer um bom trabalho e receber experiência comunitária prática, matando dois pássaros com uma cajadada só. Conversar com Sheerah seria apenas um bônus.
Sheerah assentiu rapidamente: — Sem problemas. O show precisará naturalmente de muitos voluntários.
Luke disse com um sorriso: — Não subestime minha irmãzinha. Ela é uma estudante excelente na academia de polícia e já começou o trabalho de campo em Los Angeles nos últimos dias.
Sheerah também sorriu: — Vejo que está no sangue da família.
Luke tirou outro cartão e deu para ela: — O compositor já confiou as questões legais a esta firma. Se for para caridade, não haverá nenhuma condição adicional e não estarei envolvido.
Eles se levantaram e apertaram as mãos.
Luke estava prestes a sair, mas Sheerah sentiu vontade de brincar de repente.
Ela puxou e o abraçou. Em seguida, pressionou sua bochecha na dela com um pouco de intimidade em despedida: — Como somos amigos, não seja tão formal. Esta não é uma reunião de negócios.