
Volume 2 - Capítulo 716
Super Detective in the Fictional World
Logo, metade das vinte ou mais pessoas no ônibus estava fora e o equilíbrio não foi mais mantido e começou a inclinar para frente.
As pessoas no ônibus entraram em pânico.
Luke falou: — Manterei estável. Não entrem em pânico. Continuem saindo.
Enquanto falava, cortou o microfone externo: — Ative suporte auxiliar.
Com um leve clangor, duas estruturas de liga metálica saíram dos dois lados de suas pernas. Ele levantou as pernas e garras surgiram das molduras para fincar no chão.
— Aqueles atrás, se apressem — ele falou no microfone de novo.
O ônibus, que estava tremendo levemente, estabilizou de novo, mas a traseira do veículo que Luke agarrou com as mãos estalou e torceu rapidamente de força, indicando que estava sendo puxado por uma força massiva.
Quando havia apenas quatro pessoas no ônibus, o chão tremeu de novo.
Era um abalo secundário.
O abalo não foi forte, mas era mortal para a situação atual do ônibus.
O buraco no viaduto começou a aumentar e, com um estrondo alto, uma parte grande do viaduto colapsou.
Luke só teve tempo para agarrar um dos homens que estava na janela e o lançou longe. Os outros três gritaram de medo e deslizaram involuntariamente pelo ônibus.
— Lance o suporte de braço — falou Luke.
Duas estruturas de liga dispararam de repente de suas mãos e perfuraram a traseira do ônibus.
O ônibus tremeu violentamente e se estabilizou novamente.
— Subam. Rápido. — Luke franziu a testa.
Se tivesse sido só os três no começo, ele teria mais opções. Ele poderia entrar para protegê-los ou amarrá-los com um dardo de corta.
Contudo, não teve tempo o bastante para se preparar para o resgate antes disto e não conseguia fazer nada agora.
Quando retraísse as estruturas de liga que estavam mantendo o ônibus no lugar, os três cairiam com o ônibus.
Luke só podia garantir a segurança de duas pessoas, no máximo, enquanto a vida do terceiro dependeria da sorte.
— Ei, lance meu dardo corda e arraste-os — ele falou ao passageiro que tinha acabado de ser resgatado.
O homem tremeu enquanto se levantava. Ele só deu dois passos quando houve outro tremor secundário e o viaduto inteiro rachou levemente.
Ele gritou de medo e se virou para fugir.
Luke simplesmente suspirou e não olhou para o homem de novo.
Não era que fosse ingrato.
Era demais esperar que uma pessoa normal agisse racionalmente após sofrer um trauma.
Sua mente acelerou enquanto começava a fazer preparações.
Se as três pessoas não conseguissem escalar, ele retrairia as estruturas de suporte e entraria no ônibus para salvá-los.
A terceira vida teria que depender totalmente da sorte.
Naquele momento, seu sistema IA avisou: — Objeto voador se aproximando do noroeste à velocidade de um mach.
Luke olhou para o céu e franziu a testa: — Um míssil? Parece um pouco lento!
O rastro parecia de um míssil, mas esta coisa não era muito rápida.
O programa IA: — Este objeto tem quase dois metros de altura e é similar a um humano. Nenhum míssil similar foi encontrado na base de dados.
Encarando o objeto se aproximando, os olhos de Luke arregalaram de repente e ele exclamou inconscientemente: — WTF?!
Conseguir fazer alguém tão tranquilo quanto ele xingar foi realmente inesperado.
Em menos de dez segundos, a coisa voou sobre ele e parou após um lindo arco no ar. Entre as chamas deslumbrantes, uma música de rock intensa ressoou: — All you women who want a man of the street…
— Grandão, parece estar com problemas. — Uma voz brincalhona ressoou.
Luke revirou os olhos: — Poupe sua besteira para depois de salvarmos eles.
Na armadura, Tony ergueu a sobrancelha e reconheceu a compostura do Batman.
Deveria ter algum aplauso para sua entrada!
Bem, tudo bem. Este cara não tinha as mãos ou pernas livres. Esse era o preço das habilidades inferiores. Tony curvou o lábio quando desprezou novamente as habilidades do cara.
A armadura prateada desceu e pousou na abertura do viaduto.
No momento seguinte, a expressão de Luke mudou: — Retrair suporte de perna.
Houve uma força enorme empurrando o ônibus de baixo e, com a ajuda de Luke, o ônibus foi trazido de volta para o viaduto.
Ele entrou no ônibus e jogou rapidamente as três pessoas para fora: — Saiam do viaduto. Ele pode colapsar a qualquer momento.
Os três estavam deitados no chão como peixes mortos. Quando ouviram o que Luke falou, eles lutaram para se levantar e correr.
Entretanto, mesmo que estivessem correndo por suas vidas, olharam para trás.
Parado no buraco no ônibus, Luke levantou a cabeça e olhou para a magnífica armadura de prata no ar com jatos de fogo sob os pés. Ele xingou internamente. Porra! Alguém pode me dizer por que este cara está fazendo isto agora?
Ele não foi sequestrado ainda!
Tony, que estava no ar, estava claramente animado: — Okay, salvei ele por você. Vamos lutar.
Quando Luke ouviu isso, soube que o magnata não havia mudado de ideia e que este protótipo do Homem de Ferro foi usado para causar problemas.
— Admito a derrota — ele respondeu imediatamente.
No ar, Tony, que estava usando os motores a jato para manter o equilíbrio, vacilou por um instante que quase girou no ar: — O quê?
— Contanto que salve mais pessoas que eu esta noite, eu perdi — disse Luke enquanto corria para o tráfego atrás dele.
Tony respondeu: — Não fuja! Acha que cairei nos seus truques?
Luke, todavia, já tinha chegado ao final do viaduto e tirou um motorista da SUV: — Você comprou seguro para este carro?
O motorista ficou aterrorizado: — Comprei, comprei.
— Vá. Você pode dizer que esmaguei seu carro — falou Luke enquanto empurrava o motorista.
As estruturas de liga na armadura se estenderam e ele exerceu força. A SUV que estava presa no final do viaduto e incapaz de se mover foi enviada voando e caiu do viaduto.
Luke não tinha terminado.
Um motorista assustado, que tinha quase o mesmo tamanho de Luke, também foi retirado. Luke então ligou o caminhão e empurrou os carros próximos ao lado antes de colidir no corrimão.
Luke saltou do caminhão antes de cair. Ele falou para o motorista de um carro que tinha acabado de sair entrar no viaduto: — Volte! Saia daqui.
O motorista fez rapidamente o que foi dito. Ele não queria que lhe perguntassem se havia comprado seguro do carro.
Embora tivesse, não queria ver seu carro sendo jogado como lixo.
Após os dois veículos bloqueando a estrada serem tirados, os carros no viaduto finalmente conseguiram voltar.
Contanto que saíssem do viaduto, havia espaços abertos por toda parte e não estariam em perigo.
Após limpar o tráfego, Luke arrancou dois corrimões não muito longe do final do viaduto e instruiu os carros para irem às planícies abertas para que os carros atrás pudessem se mover.
Caso contrário, as centenas de carros na estrada não conseguiriam voltar.
Ninguém ousou negar.
Todos viram o Batman empurrar dois veículos pelo viaduto.
Batman estava claramente mais preocupado com a vida humana do que com a propriedade.