Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 708

Super Detective in the Fictional World

Luke sabia do Colin Show porque assistia ocasionalmente para ajustar seu humor.

Naquele momento, o estúdio estava ocupado.

Colin estava falando com o convidado baixinho, fazendo as preparações finais para a transmissão.

De repente, a porta do estúdio foi aberta.

No começo, ninguém notou.

Porém, quando o gigante preto avançou, a equipe gritou um atrás do outro e todos se viraram para olhar. Eles não puderam deixar de exclamar: — Batman?

Luke falou: — Vou usar este estúdio para transmitir algumas notícias. Quem é a favor e quem é contra?

Ninguém disse nada.

Não era que ninguém se opunha, mas aqueles que queriam se opor não sabiam o que dizer ou não tinham coragem de falar.

Os olhos do produtor e do diretor do show, bem como o apresentador, Colin, se iluminaram: — Claro, estava muito querendo entrevistar você. Batman, sou um grande fã.

Luke inclinou a cabeça e olhou para o desenho do Batman na camiseta, e seus lábios tremeram. Um fã corpulento como você deveria ficar o mais longe possível!

Ele lembrou de repente que, na sua vida anterior, sempre havia homens corpulentos que gritavam sobre querer ter um filho com seu ídolo.

Porém, Colin não era assim. Ele era um fã real.

— Obrigado pela cooperação. — Mesmo quando Luke agradeceu, ele jogou um dardo de corda atrás dele para enrolar firmemente na maçaneta da porta da entrada do estúdio.

Ninguém ficou com medo pelo movimento. Pelo contrário, animou várias pessoas.

Qual era a especialidade do Batman?

Primeiro, ele poderia voar.

Segundo, ele era habilidoso com dardos de corda.

A maneira como Luke fechou a porta provava que ele não era um cosplayer fanático.

Contudo, um momento depois, Colin gritou: — O quê? Não vou entrevistar você?

As pessoas, se enchendo de orgulho, pararam.

Ser a primeira pessoa a entrevistar o Batman definitivamente era uma bomba e valia a pena quebrar algumas regras.

Entretanto, se Colin não ia entrevistar o Batman, seria um grande problema.

Olhando para o rosto de Colin, Luke sorriu: — Darei cinco minutos para me entrevistar após o fim da transmissão. Entretanto, esta entrevista não pode ser colocada junto com a transmissão ao vivo do Professor Lawrence Hayes e você não pode indicar que tenho uma conexão com isto. Feito?

— Feito. — Colin concordou imediatamente.

Ele não se importava com o professor; se importava só com o Batman.

Se o Batman não tivesse mencionado, Colin não teria colocado junto, já que este professor não tinha nenhum ponto de venda.

A entrevista com o Batman tinha que ser feita e transmitida individualmente; somente assim seria vendida por um bom dinheiro. Como o Batman poderia ser colocado com um gordinho de aparência simples?

Cinco minutos depois, a transmissão começou.

Apenas trinta segundos após o início da transmissão do Professor Lawrence foi o bastante para Colin querer bater a sua cabeça na parede.

Ele estava errado!

Este professor gordo não era um sujeito medíocre. O homem havia trazido consigo uma bomba chocante — ia ocorrer um terremoto na Califórnia.

Esta bomba poderia custar seu emprego e ele estava transmitindo isto!

Fazia sentido que o Batman falou que ele só precisava seguir o fluxo quando Colin perguntou o que ele deveria conversar com o gordinho.

Colin ficou maluco só de pensar no que poderia acontecer com ele após esta noite.

Porém, ele ainda tinha um trunfo — Batman.

Contanto que o Batman concordasse com uma entrevista, ele estava confiante de que poderia sobreviver a qualquer coisa.

A transmissão com Lawrence Hayes terminou e todos na sala de transmissão suaram frio.

Eles não estavam preocupados somente com seus empregos, também ficaram preocupados com o possível terremoto.

Luke levantou a mão para observar a imagem transmitida pelo drone, só para ver que os guardas já estavam a caminho.

Luke o lembrou: — Tudo bem, Colin, você só tem cinco minutos.

Um calafrio percorreu a espinha de Colin. Ele ligou o fone e gritou para os funcionários no estúdio: — Foco! Temos que terminar isto logo!

Já havia batidas na porta. A emissora de TV descobriu que algo estava errado com a transmissão e enviou alguém para checar.

Colin sabia que só levaria alguns minutos para as batidas ficarem violentas.

Se ele não terminasse a entrevista do Batman até lá, perderia a maior peça de barganha e sua equipe no estúdio também sofreria.

Perder o emprego naquela época seria uma punição leve; eles poderiam ser processados.

Todos no estúdio entenderam isto e não pouparam esforço para terminar o trabalho.

Em menos de trinta segundos, Colin sinalizou que poderiam começar.

Luke, por outro lado, olhou para a convidada que estava parada silenciosamente no canto.

Ele se curvou levemente: — É um prazer conhecê-la novamente, Srta. Sheerah. É uma honra participar da sua entrevista.

Colin apagou por um momento, mas entendeu rapidamente e gesticulou para a equipe: — Grave, grave tudo! Só esta sentença já é explosiva.

Sheerah achou estranho, mas ainda saiu do canto.

Ela caminhou até o palco e se sentou no sofá ao sinal do gigante preto: — Não, eu que deveria agradecer. Você me salvou durante o terremoto alguns dias atrás, Batman!

Todos pareceram ter esperado isto.

Como paparazzis, eles eram profissionais.

Todos sabiam que, na primeira noite em que o Batman apareceu, ele resgatou Sheerah e Jennifer Perry de um elevador em queda.

Este também foi o motivo pelo qual Sheerah, que havia passado do auge, foi convidada ao Colin Show.

Todos queriam saber como Sheerah, a cantora salva pelo Batman, descreveria este super-herói.

Agora, Batman estava no mesmo palco que Sheerah. Era perfeito!

Colin gritou em seu coração. Sou um gênio! Sou esperto demais! Sabia que a Sheerah valeria a pena!

Graças a seu profissionalismo extraordinário, todavia, parecia calmo como sempre. Ele pulou rapidamente as introduções e mudou para o tópico de Sheerah para o Batman.

Afinal, foi o Batman que a salvou!

O que Colin precisava agora era de uma entrevista com o Batman. Eles poderiam gravar só com a Sheerah depois e editar as gravações depois para ter um efeito ainda melhor.

Essa era a excelência de Colin como um dos principais criadores de notícias.

Em curtos dez a vinte minutos, calculou os ganhos que o Batman poderia trazer, o que poderia ser aumentado em inúmeras vezes.

 E seus pensamentos iam além disso.

Ele não estava mais preocupado em ser repreendido pela emissora.

Isso porque ele e sua equipe experimentariam pessoalmente a “ajuda” do Batman.

Após o terremoto, a história do Batman com esta transmissão, além da história de como a equipe altruísta e íntegra ajudou o Batman de forma altruísta, poderia ser transmitida em outro tópico especial.

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