Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 685

Super Detective in the Fictional World

Ele levantou a Glock em sua mão e balançou para a direita e esquerda.

Pa! Pa!

O hospital imediatamente perdeu um paciente com uremia e um paciente com concussão.

Os olhos de Michael arregalaram: — WTF!

Luke agarrou Kincaid e continuou correndo: — Ele disparou primeiro.

Enquanto falava, arrastou o careca para o telhado.

Assim que chegaram ao terraço, ouviram o som de um rotor.

— Tudo bem, não conseguiremos escapar do terraço — disse Luke.

Michael franziu a testa e os três se entreolharam.

Bang!

A porta do terraço foi aberta e uma equipe da SWAT armada apressou-se. Eles procuraram na área por um momento, mas não encontraram nada.

Embaixo, Luke colocou o careca que estava carregando no chão: — Você é idiota?! Você poderia ter descido pelo andaime. Por que tem que pegar o caminho difícil e saltar?

Kincaid: — … Como eu vou saber que você poderia me carregar e pular?

Ao lado, Michael caiu no chão do andaime de construção: — Chega dessa merda. Vamos tentar encontrar um carro e fugir. Não mate ninguém, okay? Sou um guarda-costas, não um assassino!

Se isto continuasse, além de não recuperar seu triplo A, ele também acabaria na prisão pelo resto da vida.

Os três entraram num carro na rua.

No momento em que Michael abriu a porta, Luke tomou uma decisão.

Ele jogou Kincaid no banco de trás e se sentou no banco do passageiro.

Michael ligou o carro e os três partiram de novo.

Kincaid, todavia, ficou infeliz: — Ei, que cheiro é esse? E como um buraco de esterco… Espera, esse carro é seu?

Michael não disse nada.

Kincaid ficou irritado: — Você não dirigia um Jaguar antes? Qual é a desse carro idiota? Se fosse antes, nem teríamos roubado um pedaço de merda desses. Ugh, aquele banqueiro realmente explodiu? E qual é a deste “energético”? Por que cheira a mijo?

Luke não disse nada. Ele tirou silenciosamente uma máscara da mochila e desceu a janela.

Porém, enquanto permanecia calado, as outras duas pessoas no carro não ficaram quietas.

Kincaid, este cachorro nunca parou de provocar Michael e o expôs completamente.

Michael, que foi completamente traumatizado, também revelou muito sobre Kincaid.

Michael Bryce costumava ser um agente da CIA, mas mudou de carreira.

Graças à sua experiência e conexões na CIA, ele obteve seu triplo A alguns anos atrás e ganhou muito dinheiro ao manter a segurança de pessoas ricas.

No final, ele estragou um trabalho enorme.

Sua classificação de triplo A não só caiu, sua vida desmoronou.

Kincaid tinha um longo registro criminal. Seu pai era alcoólatra e esteve na prisão por muito tempo. Crescendo naquele ambiente, Kincaid entrou e saiu várias vezes desde jovem.

Como assassino e guarda-costas, eles se enfrentaram várias vezes e estavam basicamente em pé de igualdade.

Em termos de mentalidade, todavia, quanto mais velho o gengibre, mais apimentado era.

Olhe para Kincaid. Ele foi baleado na perna e estava sendo perseguido pela polícia e mercenários, mas ainda estava conversando e rindo.

 O que lhe deu uma vantagem sobre Michael foi uma resistência mental.

Mesmo quando estava enrascado, ele não franzia a testa. Ao invés disso, ele fez o melhor para viver despreocupado, rindo e xingando como bem entendesse.

Diferente de Michael, que parecia uma mulher prejudicada que odiava tudo.

Após dirigir por um tempo, Michael parou o carro num beco atrás de um bar: — Precisamos de um carro diferente. Eles já devem ter pegado a placa pelas câmeras de vigilância.

Em menos de um minuto, trocaram de carros.

Desta vez, Luke tomou a iniciativa de se sentar no banco de trás.

Foi Kincaid que arranjou este carro novo. Ele quebrou a janela do banco de motorista com seu punho e completou a operação em segundos.

Embora Luke pudesse abrir facilmente a porta da velha Mercedes Benz, não queria perder pontos de crédito.

Foram os dois que roubaram o carro e o dirigiram. Isto não tinha nada a ver com ele.

Uma velha Benz ainda era uma Benz. Além disso, nenhum banqueiro foi explodido no banco de trás. Assim, Luke escolheu o banco de trás mais confortável.

Um velho e um jovem, um negro e um branco, finalmente começaram a mostrar o espetáculo.

Luke, por outro lado, tirou um pirulito e mastigou.

Ele não ousou fazer aquilo no último carro, já que sentiu que o pirulito cheiraria a mijo.

Kincaid também encontrou o esconderijo de um certo motorista britânico bêbado — uma garrafa de aço inoxidável.

Abrindo e cheirando, ele assentiu satisfeito e tomou um gole: — Este whiskey não é ruim; pena que não tem gelo. Falando nisso, como você acabou assim? Alguns anos atrás, suas meias valiam mais que sua roupa de agora. Seu cliente foi morto?

Os lábios de Michael tremeram: — Qual é o sentido de falar sobre mim? E quanto a você? Como um assassino renomado mundialmente foi pego por aqueles novatos da Interpol?

— É claro, foi por causa de… amor, garoto — Kincaid suspirou.

— Tinha um trabalho no Arizona quando recebi uma ligação do hospital. Eles disseram que minha esposa foi atingida por um carro e estava em condição crítica. O hospital falou que precisavam da assinatura de um membro da família antes de prosseguirem com a cirurgia. Nem tive tempo de terminar o trabalho antes de pegar um voo de volta à Cidade do México. — Ele parou de falar.

Michael: — E?

Kincaid riu: — No final, mais de vinte oficiais da Interpol apontaram suas armas para mim quando entrei na sala de emergência encharcado de suor.

Luke interferiu: — Onde está a Sonia agora?

Luke não achou que Kincaid se renderia silenciosamente para os vinte oficiais da Interpol.

Este velho tinha muitos truques; Interpol não era nada para ele.

Com certeza, Kincaid ficou quieto por um momento antes de responder: — Eles a trancaram num centro de detenção da Interpol em Amsterdã.

— Qual crime ela cometeu? — Luke achou isso estranho.

Kincaid ficou quieta por um longo tempo antes de finalmente responder: — Se apaixonou por mim?

Luke lhe deu um gesto de mão universal, mas concordou com ele.

Se eles não tivessem sua esposa, Kincaid jamais teria deixado a Interpol pegá-lo.

Sonia provavelmente não fez nada de errado. Mesmo que tivesse, ela deveria ter ido para a prisão e não ser trancada pela Interpol.

Fazia sentido Kincaid não ser mais tão ativo. Acabou que alguém tinha agarrado sua amada.

— Preso pelo amor! — O careca negro zombou de si com um sorriso, mas não parecia abatido: — É igual com sua Agente Roussel, que fez sua classificação cair. Não existe diferença.

— Tudo bem, você estava escutando — Michael resmungou.

Kincaid: — Você estava reclamando muito alto, como uma criança que não recebeu doce da mãe. Foi difícil não ouvir…

Michael: — Você sabe muito sobre o amor, por que não escreve um poema? Talvez possa publicá-lo no jornal.

Kincaid riu: — Haha, ouça! A vida é uma rodovia e pode ser longa para caralho…

— Nobody gets out alive, nobody gets out alive~

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