
Volume 2 - Capítulo 694
Super Detective in the Fictional World
Com isso, Luke se endireitou e correu na direção de um dos telhados ao lado do prédio. Ele saltou e gritou: — Asas de Anjo, ativar.
Duas asas prateadas saíram da armadura nas suas costas.
Para a surpresa de todos, a figura branca com asas nas costas voou pela praça fora da corte e desapareceu entre os prédios a várias centenas de metros.
— O que é isso?
— Anjo!
— É um anjo! Ele nos salvou e puniu o Dukhovich antes de partir.
— Louvado seja nosso Senhor por nos garantir o poder para derrotar os demônios…
No terraço, os policiais que observaram Luke partir ficaram calados.
Um momento depois, um policial perguntou cautelosamente: — Chefe, você acha que este cara está interessado em você?
Bang!
A capitã chutou sua cabeça contra a parede.
É claro, ele estava usando um capacete à prova de balas, então ficou bem.
Todos caíram na gargalhada. Este idiota não sabia que a capitã odiava quando as pessoas falavam do seu gênero?
Luke, todavia, estava de bom humor.
Comparado à capa do Batman, este par de asas feitas de materiais especiais era mais adequado para o voo. Infelizmente, também exigia mais poder.
O planador poderia voar por um tempo sem poder algum. Se as Asas de Anjo não tivessem nenhum poder, ele cairia em minutos.
No entanto, mesmo que atualmente precisasse recarregar por uma hora só para voar por cinco minutos, era o bastante.
Luke não planejava usá-lo para viajar; era só um complemento útil na batalha.
Um certo homem rico ainda precisava pensar numa tecnologia de voo real para um traje de batalha. Luke tinha que esperar um pouco mais.
Em menos de um minuto, ele tinha viajado vários quilômetros no ar e desapareceu com sucesso entre os prédios da cidade.
Dez minutos depois, chamou um táxi: — Para a estação de ônibus.
Antes de anoitecer, Luke apareceu nas ruas de Paris.
Pensando por um momento, discou um número: — Elena, sou eu.
Após um breve silêncio, houve um grito de deleite: — Luke, por que me ligou?
Luke achou engraçado: — Posso ligar de vez em quando, não? Que tal tomar um copo de café?
— O quê? — Elena ficou ainda mais surpresa: — Espera, você está em Paris?
Luke respondeu: — Estou aqui numa viagem de última hora. Pego o voo de volta esta noite.
Elena perguntou: — Onde você está? Estou indo te encontrar.
Luke: — Escadas.
Elena: — Espera.
Um momento depois, houve o som de passos apressados e a porta foi aberta e esmagada contra a parede.
Com um sorriso, Elena se jogou em seus braços: — Você está realmente aqui! Deus! Estou sonhando?
Luke abraçou seu corpo suave e caminhou para dentro: — Vamos lá. Lembro que me falou que Paris não é segura à noite.
Elena estava prestes a chorar, mas acabou rindo: — Você lembra disso?
Luke fechou a porta com um sorriso e a colocou em suas costas: — Lembro. Uma garota gentil me pegou na beira da estrada. Como poderia esquecer?
Elena o abraçou com força: — Droga. Você já teve muitas namoradas? Por que você sempre diz coisas doces?
Luke negou rapidamente: — Não, só conheci um velho interessante.
Elena perguntou: — Como ele é?
Luke respondeu: — Ele é um pouco feio, mas sua esposa é uma grande beldade. Eles nem se conheceram por uma semana e já se casaram. Eles se amam muito.
Elena: — Uau, não admira que tenha uma boca tão adocicada. Você aprendeu dele?
Luke: — Não tomei café ainda, tem certeza de que minha boca é doce?
Elena: — Deixe-me confirmar primeiro…
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Foi uma noite brilhante em Paris.
Vendo Luke voltar com um café fresco, Elena suspirou em satisfação: — Lembro que estava chovendo quando tomamos café da última vez.
Luke moveu a pequena mesa para que estivesse no nível de suas cabeças e adicionou açúcar e leite em pressa. Ele riu: — É verdade. O apartamento ao lado está igual. Até o café que comprei ainda está lá. Não me diga que está usando como depósito.
Elena não falou nada.
É claro, ela não diria que não alugou o apartamento após Luke partir. Simplesmente o deixou intocado.
Além de limpar regularmente, também gostava de descansar lá e tomar um cafezinho.
Não era errado chamar de depósito. Lá era onde ela guardou suas memórias lindas, incluindo o café que ele comprou.
Deitada preguiçosamente nos braços de Luke, eles conversaram sobre o que estavam fazendo.
É claro, Elena foi quem mais falou. Luke podia falar sobre muitas coisas, mas não era a hora certa para falar sobre seu trabalho.
Logo, o tópico mudou para o terremoto em LA e, obviamente, o Batman.
Luke não evitaria falar sobre o Batman.
Seria estranho alguém deliberadamente evitar falar sobre ele.
Todavia, Elena falou de repente: — Na verdade, o Batman parece um pouco com você.
Atordoado, Luke apontou para seu nariz: — Comigo?
Elena abaixou sua mão com um sorriso: — Não sei o motivo, mas tive esta sensação quando vi os vídeos e fotos do Batman.
Luke ficou sem palavras: — Esta é a intuição de uma artista?
Elena riu: — Talvez. Sempre junto vocês quando estou pintando. Quer ver?
Quando Luke assentiu, ela estendeu a mão para pegar uma pilha de esboços num canto.
Olhando para os desenhos, ele sorriu: — Este é o Batman! Não se parece nada comigo.
Elena assentiu com naturalidade: — Só estou desenhando-o baseado nas fotos. É claro que você é como ele; olhe para o penúltimo desenho.
Luke folheou os dois últimos desenhos e ficou intrigado.
O primeiro desenho foi o rascunho dele como anjo negro numa noite chuvosa.
Ele viu este antes.
O segundo foi provavelmente o primeiro do Batman que Elena desenhou após ler sobre as notícias.
Os personagens eram diferentes, mas seus movimentos e designs eram idênticos.
Para colocar de uma maneira simples, era como se duas pessoas diferentes tivessem sido editadas na mesma imagem.
Segurando os dois esboços, Luke ficou calado.
Elena escorou nele: — Está infeliz?
Luke suspirou: — Outro oponente poderoso apareceu para roubar sua atenção. Como posso estar feliz?
Elena caiu na gargalhada e não esqueceu de socá-lo no peito: — Droga. Se eu tiver chance, definitivamente preciso encontrar este mestre do amor que você mencionou. Que feitiço ele lançou em você?