Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 676

Super Detective in the Fictional World

O garoto tinha sete ou oito anos e a garota cinco ou seis.

Sete a oito metros atrás dele, um homem e uma mulher puxavam malas enquanto discutiam algo e não notaram as ações de Luke.

Luke só levou alguns segundos. Quando o casal viu as crianças correndo e puxando o guarda na entrada do salão de festa para perguntar algo, eles se apressaram e perceberam que queriam urinar.

A mulher achou isso estranho: — Vocês não urinaram antes de sairmos? Vocês estão brincando de novo!

O homem pediu desculpas ao guarda.

O que o segurança poderia dizer? Não havia nada de errado com uma criança que realmente precisava usar o banheiro.

Ele falou onde ficava o banheiro, acenou em despedida e voltou à entrada do salão.

Luke, por outro lado, já havia entrado no salão pouco iluminado. Movendo-se agilmente, ficou num canto.

Os modelos desfilavam por uma passarela em forma de T vestindo grandes suéteres com estampas atraentes.

Este era o show de moda de outono e inverno.

Considerando a temperatura de Londres, mais cedo ou mais tarde as pessoas usariam suéter, mesmo já no final de setembro.

Luke não se incomodou com os modelos. Ele estava procurando Alexander, o estilista.

Alexander McCartney era um estilista famoso na Inglaterra. Ele também era o dono de uma alfaiataria centenária, bem como um fornecedor da Gangue Bubblegum.

Algumas horas atrás, o estilista estava discutindo com Axelle quantos “produtos” ele enviaria à cidade da Eslováquia.

Luke veio aqui procurar pelo Alexander; primeiro, para determinar a aparência e cheiro do homem e segundo, não tinha o endereço, então encontrá-lo aqui era a maneira mais fácil.

Enquanto pensava sobre como lidar com o estilista depois, viu alguém familiar.

Ele chegou um pouco atrasado. O show de moda estava terminando e os modelos, junto com Alexander como estilista, saíram juntos para agradecer a todos.

Não havia nada de incomum sobre Alexander. Ele era um britânico branco normal em seus quarenta. Ele era um pouco afeminado e estava maquiado, mas não cheirava como um vampiro.

Contudo, as três modelos ao lado de Alexander pareciam familiares.

Franzindo a testa enquanto ponderava por alguns segundos, suas pernas combinavam com as das memórias de Luke e xingou internamente. Que puta coincidência!

Observando todos aplaudirem dentro e fora do palco, ele tirou o celular falso e enviou uma mensagem para uma certa garota.

Ele pensou que a mulher só veria após um tempo, mas a resposta veio em menos de dez segundos.

Luke suspirou e não enviou mais mensagens.

Era mais fácil ele se livrar do problema da fonte. Quanto mais pessoas soubessem, mais perigoso era. Quanto às três mulheres que sonhavam em alcançar o topo e se tornarem modelos mundiais, Luke só pôde expressar seu pesar. Neste mundo, nunca era fácil ter sucesso. Já era uma bênção enorme ter uma vida e trabalhar duro.

Pensando nisso, murmurou consigo: — Naquela época… venci só a Vanessa, não é? Por que estas três são tão azaradas? Elas estão arriscando as vidas para se tornarem modelos. Que decididas.

Após o show de moda, Luke não saiu com os convidados. Ao invés disso, entrou sorrateiramente nos bastidores durante o fuzuê.

Após o desfile, este se tornou um salão normal e ninguém prestou atenção na multidão.

Luke seguiu Alexander até o estacionamento.

Ele viu Alexander entrar numa limusine Audi com oito modelos, três sendo amigas e parceiras de Vanessa. Ele bateu na testa e as seguiu no Golf usado. Nas ruas estreitas britânicas, uma limusine costumava se destacar — e o Golf de Luke se tornava mais conveniente.

Luke rastreou facilmente a limusine a várias centenas de metros enquanto seguiam ao nordeste de Londres.

À medida que o carro de Alexander se afastava, Luke achou um pouco estranho. O que estava acontecendo? Os carros deixaram a zona urbana de Londres e estavam prestes a chegar a Waterford.

Alexander percebeu que estava sendo seguido? Luke rejeitou rapidamente a possibilidade.

Não era impossível rastrear alguém, por exemplo, usando um drone para monitorar as redondezas, mas Alexander não era tão habilidoso.

Nem seu mestre vampiro era.

Intrigado, ele seguiu o carro e dirigiu por mais de uma hora até Coventry, que ficava a noroeste de Londres.

O carro parou na frente de um bar e as oito mulheres e o homem entraram nele.

Luke dirigiu o carro até um beco escuro não muito longe e trocou de roupas.

Desta vez, não foi seu traje meio terminado do Lobo Branco, mas um suéter e boné cinza e preto normais. Uma máscara de metal cobria seu rosto.

Luke sempre teve maneiras de evitar coincidências. Naturalmente, ele não deixaria sua rota coincidir facilmente com o Lobo Branco.

Mesmo que não tivesse entrado na Eslováquia ou Inglaterra com sua identidade real, ainda escolheu um método mais confiável — usar outro disfarce.

Após sair do carro, deu um salto correndo no prédio ao lado e liberou um drone para monitorar o bar e as atividades circundantes.

Não havia nada de especial sobre o exterior do bar e não havia câmeras de vigilância.

A maioria dos bares teria câmeras na frente e nos fundos para evitar ladrões e brigas, mas não aqui.

Luke tinha uma sensação vaga de expectativa em seu coração.

Que hábito interessante!

O bar estava localizado numa área industrial dilapidada. Era claramente no estilo de um loft industrial e não se destacava.

Só tinha dois andares. Não havia janelas no primeiro andar, enquanto as barras de ferro no segundo pareciam especialmente velhas.

Luke observou quatro modelos sendo levadas a um cômodo no segundo andar. Alexander disse algo e desceu.

As quatro modelos ligaram a música e se serviram com bebidas. As amigas da Vanessa não estavam entre elas. Todas pareciam jovens e inocentes, como estreantes.

Quanto às três amigas de Vanessa… Só de pensar em como roubaram um banco em Nova York com Vanessa era o bastante para saber do que eram capazes.

Uma foi marcada pela empresa para ser mantida. Este princípio era o mesmo em todo lugar.

Após confirmar este ponto, Luke não perdeu mais tempo e entrou pela janela do segundo andar. As quatro modelos se divertindo não notaram a atividade na janela no canto e nem viram a sombra passando por ela.

Descendo do segundo andar, Luke sorriu muito feliz quando chegou à porta.

Ele não parou. Com um chute, abriu a porta e uma onda de som enorme ocorreu.

Assim como o exterior do prédio, o primeiro andar tinha o mesmo estilo industrial.

Ao redor havia paredes de tijolos, paredes de cimento e canos; este era um enorme salão de dança com dezenas de pessoas.

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