
Volume 2 - Capítulo 642
Super Detective in the Fictional World
Após desligar, Luke enviou uma mensagem para Selina e foi ao estacionamento subterrâneo. Nenhum resgate havia chegado lá ainda.
A entrada do estacionamento colapsou. Nenhum grito de ajuda podia ser ouvido de dentro.
Preocupados com os figurões no último andar, os oficiais na cena não tiveram tempo para examinar esta área.
Não havia como dizer como Blake estava, mas como ainda podia ligar para Claire, que repassou que ela só estava presa, não era um grande problema.
Luke se moveu num ritmo moderado.
Este local já havia colapsado em várias sessões. Quem sabia qual era a situação embaixo do prédio.
Ele também não queria ser enterrado.
Provavelmente não morreria, mas consumiria tempo e seria humilhante rastejar para fora coberto de terra.
Enquanto se movia, ativou Olfato Aguçado de novo.
Percorrendo várias sessões colapsadas, detectou finalmente os cheiros de uma garota e de um homem.
Parado perto de um poço, ele olhou para baixo e entendeu a situação estranha em que estavam.
Havia uma luxuosa Benz no fundo do poço e metade do carro foi enterrada sob alguns blocos de cimento.
Foi por isso que quaisquer gritos mal conseguiam ser ouvidos da entrada.
As pessoas no carro não podiam rastejar entre os blocos de cimento, então estavam presas.
Luke não teve pressa em agir e observou cuidadosamente o ambiente.
Este local não era um perigo para ele, mas se outro desmoronamento ocorresse enquanto arrastava os dois para fora do carro, talvez não sobrevivessem.
Era mais seguro ficarem no carro por enquanto.
Após examinar as redondezas por um momento, Luke relaxou.
O carro tinha caído numa passagem subterrânea. No entanto, havia somente rachaduras finas nas paredes de cimento, então não desabaria tão cedo.
Agora, tudo que aguardava era o trabalho braçal.
Saltando habilmente no topo do carro, ele chamou suavemente: — Olá, tem alguém aí?
A garota, que já tinha parado de pedir ajuda, ficou animada: — Socorro! Socorro! Estou presa aqui!
Luke elevou um pouco o tom: — Não entre em pânico. Estou limpando os blocos de cimento ao seu redor. Você é a Blake?
A voz da garota pausou por um momento: — Como sabe disso? Daniel enviou você?
Luke riu: — Claire me mandou. Sou o irmão dela e detetive da LAPD. Ela nunca me mencionou?
Blake exclamou em deleite do carro: — Luke! Você é o Luke?
Achando graça, Luke não parou e moveu casualmente os blocos pesados de cimento para o lado: — Parece que você me conhece. Então não preciso me introduzir.
Blake ficou surpresa e entusiasmada: — Ela fala sobre você o tempo todo. Ela fala que você é muito incrível e que é seu ídolo.
Luke riu alto: — Ela sempre me fala que sou como um velho lento.
Ouvindo o barulho acima, Blade não sabia se ria ou chorava. Um velho lento?
Ele foi o primeiro oficial a entrar no estacionamento subterrâneo após colapsar. Ele foi mais rápido que todos.
Conversando tranquilamente com Blade, Luke conseguiu acalmá-la um pouco: — Blake, diga-me sua situação atual. Está ferida? Você se sente desconfortável em algum lugar? Pode se mover no carro? Além disso, tem mais alguém no carro? Como estão? Responda o mais breve possível.
Blake ficou atordoado. Este tom… lembrava totalmente seu pai. Ela agora sabia por que Claire dizia que ele era como um velho.
Porém, foi apenas um pensamento passageiro. Ela descreveu rapidamente a situação no carro.
Blake estava no banco de trás. Ela não achava que estava ferida, mas o motorista na frente estava inconsciente e provavelmente nada bem.
Antes do terremoto, ela tinha acabado de descer as escadas e estava prestes a ir para casa.
O terremoto ocorreu assim que entrou no carro e o motorista bateu num carro perto deles.
Antes que o motorista pudesse dar ré, o chão desabou e o carro caiu nesta passagem subterrânea para ser enterrado sob os blocos de cimento.
Pode-se dizer que Blake foi azarada e sortuda ao mesmo tempo.
Alguns dos blocos de cimento pesavam centenas de quilos. No entanto, não caíram diretamente do topo para esmagar o carro, mas caíram dos lados.
Caso contrário, o topo do carro teria sido esmagado, independentemente de quão robusto o luxuoso Benz fosse, e Blade teria sido esmagada ou sufocada até a morte.
O motorista estava inconsciente desde o desabamento. Parte do lado direito do carro estava ausente, espremendo Blake num espaço estreito na esquerda. Ela mal conseguia se mover.
Enquanto ouvia Blade, Luke se moveu rapidamente.
Ele estava no topo do carro. Ninguém poderia vê-lo, então não havia nada com que se preocupar.
Ele já teria os tirado se não estivesse preocupado de que lançar aleatoriamente os blocos de cimento pudesse causar outro desmoronamento, ou que outro tremor pudesse acontecer. Mesmo assim, Luke terminou de limpar no momento em que Blake relatou a sua situação e a do motorista.
— Você pode se afastar do teto solar? Vou remover e tirar você — disse Luke.
Blake se moveu para dentro: — Okay.
Ela mal disse as palavras quando Luke socou o teto solar já rachado, agarrou e puxou.
Ele tirou uma lanterna e ligou antes de entregar a Blake: — Ilumine a área onde está presa. Não quero deslocar suas juntas quando te mover.
Blake conseguiu sorrir, mesmo que ainda estivesse assustada: — É claro. Você é forte. Claire falou isso antes.
Ela não levou realmente a sério.
Numa situação como esta, onde era difícil usar força, não havia como uma pessoa normal conseguir deslocar seus membros ao puxar.
Porém, Luke murmurou internamente. Não será um membro deslocado; se eu realmente usar minha força, você pode perder o braço ou a perna quando sair.
Ele não queria rasgar uma garota linda.
Isso mesmo; após ligar a lanterna, Luke confirmou a identidade de Blake e ela era realmente bonita.
Assim como Claire falou, seus olhos eram grandes e de um profundo azul-acinzentado. Eles eram particularmente profundos e pareciam com os de um gato.
Segundo, ela tinha um busto magnífico e era um DD divino natural.
Para uma garota que acabou de se formar no ensino médio; este era absolutamente um desenvolvimento de classe mundial.
Poucas garotas usavam muitas roupas no mês de junho em LA; olhando pelo teto solar, Luke teve uma visão clara.
Claire estava certa. Era impossível confundir Blake com outra pessoa.
Garotas lindas podem não ter seios grandes e bonitos, e garotas com seios grandes podem não ter olhos lindos, grandes e azuis-acinzentados.
Estes pensamentos passaram pela mente de Luke em menos de meio segundo antes de focar novamente no corpo preso dela.
Após instruí-la para iluminar as redondezas, sabia o que fazer.
Pisando nas costas no assento do motorista pelo teto solar, falou: — Me dê as mãos e vamos ver se consigo te levantar. Diga-me se sentir alguma dor.
Blade estendeu as mãos e as sentiu agarradas por duas grandes mãos. Ela foi então puxada lentamente por uma força enorme e estável.