
Volume 2 - Capítulo 604
Super Detective in the Fictional World
Claire e Selina raramente viram Luke parecer tão chocado.
Após rir por um tempo, Claire colocou as mãos no rosto: — Faça um desejo, jovem! Talvez seu sonho se torne realidade ano que vem!
Luke assentiu com um sorriso, juntou as mãos e fez um desejo.
— O que pediu? — perguntou Claire com sua curiosidade usual.
Luke riu e bateu na cabeça dela: — Você pergunta isso toda vez!
Claire lamentou: — E você nunca conta.
Luke sorriu, mas suspirou por dentro. Meu desejo toda vez é que todos permaneçam felizes e seguros!
Porém, neste mundo, esse era um desejo extravagante.
Assim, ele fazia o mesmo desejo todo aniversário e esperava que fosse um pouco útil.
Após o ritual simples de aniversário, Selina ligou as luzes: — Okay, é hora de cortar o bolo.
A baba de um certo cachorro já estava pingando como cachoeira. Ele amava bolos de creme, particularmente aqueles com morangos.
Não havia morangos frescos no bolo hoje, mas havia molho de morango. O cachorro já não estava aguentando de fome.
Luke tinha acabado de cortar um pedaço quando seu telefone tocou. Ele pegou e falou com um sorriso: — É a Catherine. Bem, já cortei o bolo. Vocês podem comer agora.
As duas mulheres e um cachorro começaram a dividir o “saque” animados.
Luke atendeu a ligação no sofá e sorriu enquanto conversava com Catherine.
Ela também desejou um feliz aniversário e arrastou Robert para dizer a mesma coisa.
Um certo homem rude era bastante tsundere.
Na verdade, pelos leves sons que Luke conseguia ouvir, soube que Robert estava ouvindo perto de Catherine o tempo todo.
Após a parabenização, eles começaram a conversar.
Luke perguntou sobre a viagem romântica e Catherine falou brincando que Robert era conservador demais e que ainda estava bem-preparado no navio.
Luke riu e não falou nada.
Ele não tinha direito de falar algo.
Afinal, gostava de se preparar também.
Ele sempre usou uma camisa frouxa para esconder as armas e equipamentos. Ele não usava o coldre de cintura que a maioria dos detetives usava no trabalho, mas continuava usando o coldre de braço inconveniente.
Robert tinha hábitos similares, mas também tinha outras preocupações, como as cicatrizes no corpo. Naturalmente, ele não exporia seu corpo com tanta facilidade.
Eles conversaram por um tempo. Catherine estava prestes a desligar quando Luke ouviu os sons de uma perturbação do outro lado.
Ele franziu a testa: — Robert, o que está acontecendo?
Após um breve silêncio, Catherine finalmente disse: — Ele saiu para checar a situação. Parece… um pouco barulhento. — Também havia alguma perplexidade no seu tom.
Luke: — Não desligue e não saia. Espere até o Robert voltar.
Dois minutos depois, houve o som da voz de Robert: — Houve um pequeno problema. Assaltantes armados desconhecidos apareceram no navio. Já vi mais de quarenta. Estas pessoas definitivamente são bem treinadas e provavelmente é uma operação premeditada.
Luke pensou rapidamente: — Não seja imprudente. A Catherine está aí.
Robert retrucou impacientemente: — Acha que sou idiota? Se estivesse sozinho, mataria todos… ah, desculpa, querida, eu estava errado.
Claramente, ele recebeu o olhar de Catherine.
Luke: — Tente ganhar o máximo de tempo possível e evite confronto. Vou chamar reforços.
Robert zombou: — Estamos flutuando no maldito Atlântico agora. O continente mais próximo está a centenas de quilômetros de distância. Onde vai encontrar reforços?
Luke: — Acabei de fazer uma fortuna.
Robert ficou atordoado por um momento: — E?
Luke: — São vinte milhões de dólares. O que acha que posso fazer?
Robert engasgou.
O que vinte milhões poderiam fazer? Era o bastante para contratar dezenas de soldados de elite aposentados como Robert para uma missão urgente.
Você poderia fazer o que quisesse ao ter dinheiro. Após um breve silêncio, falou: — Tudo bem. Nesse caso, não procurarei por ajuda.
Ele também poderia encontrar reforços se perguntasse, mas não queria dever favores.
Embora Luke e ele se bicassem toda vez que falavam, eles, no final, eram família.
Ele não tinha poder para impedir Luke de tentar ajudar os dois, nem que quisesse.
Luke: — Tudo bem. Lembre-se, pelo bem da Catherine, não seja imprudente!
Robert retrucou furiosamente: — Suma!
Isso não era basicamente dizer para ele agir como um covarde? … Tudo bem, isso realmente foi o que estava planejando fazer.
Luke estava certo. Com Catherine aqui, Robert não se atreveu a correr risco algum.
Ele até ficou feliz internamente quando estavam discutindo os planos de viagem, decidiram enviar Joseph até seu avô ao invés de levá-lo junto.
Caso contrário, ele e Catherine estariam muito mais tensos naquele momento.
Luke desligou e sorriu para as meninas que estavam olhando suspeitosamente de volta: — Houve uma pequena situação que preciso resolver.
Claire perguntou tensamente: — Algo aconteceu com a mãe e o pai?
Luke deu um tapinha na cabeça dela: — O que está pensando? Até eu fico com medo quando Robert fica furioso. Não o subestime!
No entanto, Claire não parecia muito tranquilizada.
Luke não perdeu tempo: — Não se preocupe. Seu irmão é rico o bastante para contratar pessoas para garantir a segurança deles. — Ele deu uma olhada para Selina enquanto falava e gesticulou para o cachorro atrás dela. Quando saiu de carro, o cachorro estava no banco do passageiro.
— Faça o que puder para me encontrar um avião que pode voar para Nova York o mais rápido possível. — Luke ligou para Jenny enquanto acelerava o carro: — Além disso, me consiga um pequeno avião em Nova York para um salto de paraquedas. Preciso que chegue à latitude quarenta e três vírgula nove graus norte e longitude duzentos e noventa e seis vírgula trinta e um graus leste, rápido!
Jenny ficou quieta por um momento. Após reafirmar as coordenadas, ela disse: — Ligarei em cinco minutos. — Ela então desligou.
Ao guardar o celular, Luke olhou para Gold Nugget sentado obedientemente ao lado e suspirou: — Você virá comigo. Está com medo de paraquedismo?
Gold Nugget olhou para ele desdenhosamente e latiu.
Luke conseguiu o que queria: — Tudo bem, se for bem desta vez, receberá um bônus após voltarmos.
Os olhos de Gold Nugget iluminaram e ele começou a choramingar.
Luke: — Nada menos que dez mil pratas e sem limite máximo. Que tal?
Contente, Gold Nugget assentiu.
Após isso, o celular de Luke tocou.
Ele atendeu e Jenny deu a localização de um aeródromo privado: — O jato privado pousará num aeródromo em Nova York em quatro ou cinco horas. Contatarei alguém sobre um avião para paraquedismo e você poderá confirmar se é adequado antes de chegar a Nova York. Estarei esperando você no aeródromo privado em Nova York para poder partir a qualquer momento.
Luke: — Obrigado.
Após um breve silêncio, Jenny disse: — Tenha cuidado.
Luke guardou o celular e olhou para o cachorro: — O que está olhando?