
Volume 2 - Capítulo 511
Super Detective in the Fictional World
De repente, seu rosto mudou quando olhou para a imagem enviada pelo drone.
Na tela, um carro de corrida estava sendo seguido por outros três numa perseguição em alta velocidade.
Uma perseguição de carro não era estranha. O importante era que o carro sendo perseguido pertencia à Vanessa.
Luke tinha inserido o carro dela no banco de dados após o encontro com Vanessa na outra noite.
Observando os três carros perseguirem Vanessa na tela, Luke riu: — Interessante. — Ele então virou o volante e dirigiu na direção dela.
Vanessa estava se sentindo bem azarada.
Sua sorte não foi boa nos últimos meses.
Após sair de Nova York, ela viajou por várias outras cidades americanas, esperando encontrar mais oportunidades para ganhar dinheiro. Porém, com o passar do tempo, suas parceiras tiveram que sair uma decada vez por vários motivos, então se separaram.
Ela tentou operar sozinha, mas sempre falhou no último momento.
Sem esperança, encontrou uma oportunidade de ir ao México dos Estados Unidos, antes de voltar ao Rio.
Agora, só conseguia fazer algum dinheiro participando de corridas clandestinas.
Embora sua vida fosse melhor que a maioria no Brasil, não chegava perto da vida anterior.
Alguns dias depois, um velho conhecido a encontrou quando cruzou a fronteira do México e enviou uma oferta de trabalho.
Desde que a vida não foi ótima para ela ultimamente, não pensou duas vezes em aceitar a oferta.
Só depois descobriu que era um grande trabalho valendo 100 milhões de dólares.
O preço era que ficaria cara a cara com o maior figurão da cidade — Hernan Reyes.
No entanto, o dinheiro era infinitamente poderoso. Ela não podia sair após ouvir que a recompensa era de 100 milhões, então se juntou a equipe.
Desde que Vanessa era nativa e percorria o mercado de carros clandestinos, foi atarefada do reconhecimento.
Não havia necessidade de dizer o que deu errado, mas ela recebeu a atenção de um bando de agentes do FBI logo após sair de casa.
Xingando internamente, Vanessa virou rapidamente a esquina.
Ela não pôde deixar de gritar quando viu o que estava adiante: — É sério? Porra!
Na frente dela estava uma rua completamente congestionada devido a um acidente de carro. Ela não conseguia atravessar.
Rangendo os dentes, saiu e correu para um beco. A verdade era que ela era muito melhor motorista que corredora.
Ela até estava usando salto alto naquele momento, o que afetou ainda mais sua velocidade.
Ela ouviu o som fraco dos carros parando atrás dela. Os agentes do FBI chegaram, mas ela só tinha corrido dez metros no beco.
Naquele momento, percebeu que era um beco sem saída.
Sua sorte tinha ficado pior? Ela foi tomada pelo desespero: — Oi, Srta. Vanessa. Nos encontramos de novo. Corrida matinal? — Uma voz soou do alto ao lado.
Atordoada, Vanessa se virou e olhou.
Ela viu uma pessoa de ponta cabeça no topo da parede sorrindo. Era ninguém menos que Luke.
— Você… — Por um momento, ela não sabia o que dizer.
Luke, todavia, olhou para atrás dela: — Parece que alguém está procurando por você. Tem certeza que não quer se esconder?
Vanessa se virou. Ela não viu ninguém, mas conseguia ouvir os passos se aproximando. Então, olhou para Luke: — Onde posso me esconder?
Luke perguntou: — Precisa da minha ajuda?
Vanessa rangeu os dentes: — Sim.
Ela foi enganada por Luke em Nova York. Sabia que o oficial era astuto, mas ele a libertou uma vez.
Além disso, o char siu era muito saboroso. Luke riu: — Como quiser, linda senhorita!
Ele então estendeu a mão e Vanessa agarrou. Então, ela sentiu que estava voando.
Vários segundos depois, estes agentes do FBI em vestes táticas chegaram. O careca musculoso na liderança ficou surpreso: — Onde ela está?
Seus colegas se separaram e checaram o local antes de balançarem a cabeça: — Este é um beco sem saída.
O careca musculoso coçou a cabeça: — Que merda é essa? Esta mulher consegue voar?
Quando fez aquela pergunta, Vanessa não sentiu que estava voando. O único pensamento em sua mente era que precisava tomar um banho quando chegasse em casa. Segurando Luke com força, sentiu passar pelos espaços estreitos, e em menos de dez segundos, estavam na beira da estrada. Luke parou e perguntou: — Tudo bem, Srta. Vanessa, quer pegar seu carro de corrida?
Vanessa saiu das suas costas e apalpou o cabelo para garantir que não estava desgrenhado. Ela então disse: — Não tem sentido; eles definitivamente o rastrearão.
Luke sorriu: — Você precisa de uma carona?
Vanessa parou e olhou para ele por alguns segundos antes de assentir: — Okay.
Um momento depois, ela perguntou casualmente do banco do passageiro: — O que aconteceu com este carro? Você roubou alguém?
Luke deu de ombros: — Resgatei alguém.
Vanessa ficou atordoada, não esperando que ele respondesse com tanta franqueza: — Seu amigo?
Luke disse: — Uma tarefa pessoal.
Sem palavras por um momento, Vanessa balançou a cabeça com diversão: — Eu deveria saber disto. Você não é um policial comum.
Luke não ficou incomodado: — Se eu fosse um policial comum, você já teria sido jogada na cadeia, não acha?
Vanessa ficou sem palavras.
— Você estava me seguindo? — ela indagou de repente.
Luke riu: — Não, não estava.
Vanessa não ficou convencida. Foi uma grande coincidência eles se encontrarem acidentalmente duas vezes numa metrópole com milhões de residentes.
Notando sua suspeita, Luke deu de ombros: — Estava seguindo Hernan Reyes.
Vanessa ficou surpresa: — O quê?
Luke explicou: — Para simplificar, ele e eu estamos conectados por causa de um certo incidente, então estou investigando-o.
— E? — Vanessa perguntou subconscientemente.
Luke riu, mas não disse nada.
Vanessa entendeu imediatamente.
Se havia ou não um “e” era segredo, assim como também era um segredo o motivo dela e seus novos parceiros estarem atrás de Hernan.
Deixando o assunto de lado, Luke fez outra pergunta: — Como esteve nos últimos meses? Está feliz?
O rosto de Vanessa ficou sombrio. Por que este cara traria este tópico depressivo?
Olhando para o rosto dela, Luke assentiu, pensativo: — Parece que não foi fácil.
Vanessa bufou e olhou para ele com seus olhos eletrizantes e charmosos mais uma vez.
Luke parou com um sorriso: — Chegamos.
Vanessa estava prestes a abrir a porta quando Luke falou: — Espera um momento. Por que não jogamos cartas?
Ela olhou para as cartas de pôquer na mão de Luke, atordoada: — Licença? Você realmente acabou de dizer isso?
Luke tirou os óculos de sol e sorriu brilhantemente: — Sou um cartomante. Vamos jogar duas partidas de blackjack e saberei se você terá sorte depois.
Olhando para os olhos azuis-claros de Luke, Vanessa pareceu entrar em transe e esqueceu do seu plano inicial de recusar.