
Volume 2 - Capítulo 505
Super Detective in the Fictional World
Se tivesse mais dinheiro entrando depois, Luke teria que aprender de Pedro e colocar o dinheiro numa grande sacola antes de enfiar num cofre privado. Ser rico era realmente preocupante! Suspirando, ele chamou um táxi: — Me leve para onde os melhores carros se reúnem.
O taxista riu: — Uau, americano? Sem problemas, te levarei para um bom lugar. Tem os melhores carros.
Vinte minutos depois, o taxista pisou no freio: — Que tal? Aqui é onde os melhores carros no Rio se reúnem. Hm, também tem muitas gatas.
Luke sorriu e jogou algumas notas: — O extra é uma gorjeta.
O taxista examinou o dinheiro animado. Confirmando que não era falso, ele colocou a cabeça para fora e gritou para Luke: — Amigo, se for tão generoso com as garotas como é comigo, elas ficarão muito felizes em passar uma noite com você.
Luke acenou sem se virar para mostrar que ouviu, antes de caminhar na multidão.
O motorista estalou os lábios: — Que garoto rico. — Ele então ligou o carro e foi embora.
Luke não se arrependeu de dar 100 dólares ao motorista. Ele já estava estressado com o que fazer com o saque que receberia depois; se não se apressasse e gastasse agora, se sentiria desconfortável.
Após dar alguns passos, sua expressão mudou. Ele caminhou até um carro e cumprimentou a pessoa que estava tirando as coisas do porta-malas: — Oi, linda. Há quanto tempo.
A mulher parou e virou a cabeça lentamente.
No momento que viu Luke, franziu a testa: — Quem… é você?
Luke riu: — Srta. Vanessa, não se lembra de mim? Tivemos ótimos momentos em Nova York. Até comprei seu jantar.
A mulher finalmente se virou completamente. Após olhar para ele por um momento, sua expressão mudou enquanto rangia os dentes: — Você é aquele oficial insignificante de Nova York?
Luke riu: — Sou apenas um turista aqui.
A mulher olhou para ele com raiva. Aquela expressão parecia estar cheia de culpa e sarcasmo, junto de até um toque de provocação.
Luke só conheceu uma destas beldades de olhos eletrizantes — aquela ladra de pernas longas no caso do assalto de banco em Nova York, Vanessa.
— O que você quer? — ela perguntou enquanto escorava no carro e cruzava os braços sobre o busto.
Luke deu de ombros: — Estou aqui para dizer oi, mas também, me pergunto se pode me ajudar.
Vanessa indagou: — Como?
Luke: — Preciso de um carro. Não pode ser lento demais. Seria melhor ainda se for um pouco mais robusto e que possa dirigir em todo o país.
Vanessa zombou: — Parece que você quer uma picape. Como pode conseguir isso aqui?
Luke retrucou com um sorriso: — Mas haverá pessoas com esse tipo de veículo, certo?
Vanessa: — Por que eu te ajudaria?
Inclinando a cabeça, Luke pensou por um momento: — Por dinheiro?
O coração de Vanessa sangrou quando lembrou do carro carregado de dinheiro: — Preciso lembrar quanto dinheiro você pegou de mim?
Luke riu: — É passado. Você não quer ganhar um pouco agora?
Vanessa bufou: — Você é apenas um pequeno oficial. Quanto pode tirar? Você nem pode comprar meu carro.
Luke tirou algo da mochila e jogou causalmente algo preto: — Me consiga um carro em trinta minutos; esta é sua comissão.
Vanessa pegou subconscientemente a sacola de plástico e, com um aperto, soube que tinha dinheiro.
Escondendo rapidamente a sacola entre ela e o carro, examinou o conteúdo antes de jogar a sacola no porta-malas.
— Dez minutos, mas não será barato — ela falou com calma.
Luke fez um gesto de Ok.
Vários minutos depois, ela acenou para ele de longe.
Luke se aproximou.
Um baixinho estava parado perto de Vanessa. Vendo Luke, ele perguntou diretamente: — Você quer um carro? Algo muito robusto e forte?
Luke sentiu que a descrição cumpria os requisitos e assentiu.
O baixinho continuou: — Duzentos mil. Sem barganha. Se quiser, levarei você até o carro.
Luke: — Okay, mas pode trazer o carro aqui. Estou com pressa. — De qualquer forma, se houvesse algum problema com o carro, ele exigiria seus 200 mil de volta.
Ele gostava de caras que seguiam as regras e gostava ainda mais daqueles que quebravam elas.
O baixinho não falou mais nada e partiu rapidamente.
Vanessa ouviu a conversa em silêncio. Só foi quando o baixinho saiu que ela falou algo: — Não esperava que você também fosse corrupto.
Luke achou engraçado: — Alguém só pode se tornar corrupto pela corrupção? Eu usei minhas capacidades para fazer dinheiro e paguei meus impostos a Receita Federal. Por que não posso usá-lo?
Vanessa zombou: — Então por que está trabalhando como um policial? Espera, você não é mais um policial?
Ela lembrou de repente que com suas capacidades, este homem poderia fazer muito dinheiro se quisesse.
Por exemplo, havia mais de 10 milhões de dólares no carro dela naquela época.
Durante o assalto ao banco em Nova York, se este pequeno oficial quisesse, poderia ter abocanhado cem anos de salário e se aposentado imediatamente.
Luke balançou a cabeça: — Não. Gosto de ser policial. Trabalhar me deixa feliz.
Vanessa zombou: — Não está com medo de eu te expor?
Luke abriu as mãos: — O que há para expor? Que sou um policial americano? Não trabalho para o FBI. Sou apenas um turista no Rio. Os brasileiros são tão pouco amigáveis com turistas hoje em dia?
Vanessa ficou sem palavras.
Sua lógica era impecável.
Não havia como um policial de LA vir aqui para prender pessoas; eles estavam em mundos diferentes.
O baixinho retornou enquanto conversavam, rebocando um gigante preto atrás do seu conversível. A mandíbula de Luke quase caiu no chão quando o viu.
No conversível, o baixinho olhou para Luke e disse: — Não me diga que não vai pagar.
Estalando os lábios, Luke falou: — Só quero perguntar uma coisa; você não roubou este carro, roubou? Não quero ser caçado pela polícia brasileira no momento que andar nele.
O baixinho caiu na gargalhada: — Mano, você está pensando demais. Este é apenas um Hummer que modifiquei pessoalmente. Os veículos reais que realizam missões nas favelas são caminhões blindados militares; isto é algo comum.
Luke observou o carro se mover com cuidado e encontrou traços de que foi modificado. Também não tinha a logo da polícia nele, mesmo que parecesse com um veículo policial blindado brasileiro.
Este Hummer modificado não conseguiria aguentar um ataque de RPG. Quando entrasse naqueles pequenos becos, explodiria numa bola de fogo.
No Brasil, normalmente era o exército que usava veículos blindados. Como se fosse a guerra, eles dirigiam veículos militares blindados na cidade e enfrentariam os traficantes.
Infelizmente, uma vez que tudo se acalmasse, os traficantes ainda estariam vivos.