
Volume 2 - Capítulo 497
Super Detective in the Fictional World
Embora a maioria das mulheres na praia tivessem aparência comum, ainda havia muitas garotas estrangeiras e locais curvilíneas e bonitas.
Neste dia ensolarado e brilhante, elas exibiram seus corpos atraentes nos biquínis.
Algumas estavam jogando vôlei de praia, e Luke assentiu enquanto observava.
A garçonete que trouxe a comida para a mesa de Luke sorriu lindamente: — Se quiser, posso jogar uma rodada com você após o trabalho.
Luke se virou e olhou para a garota brasileira que parecia ter no máximo dezesseis, mas tinha um corpo mais lindo que muitas nos vinte anos. Ele sorriu: — Infelizmente, ainda tenho algo para fazer depois.
A garota deu de ombros, sem se incomodar: — Então, espero que tudo ocorra bem para você.
Luke assentiu com um sorriso e deu cinco dólares: — Mas obrigado pela oferta. Odeio perder algo aqui; tudo é muito esplendido.
A garota riu e pegou o dinheiro: — Você realmente sabe como flertar.
Ela então tirou um cartão do bolso de trás do short e entregou: — Você é bonito, então não cobrarei você pela primeira vez.
Atordoado, Luke a observou sair antes de olhar para o cartão na mão, só para achar graça.
Então, ela era uma acompanhante profissional.
Num canto do restaurante, ele leu os arquivos no laptop.
O local que o dono da barraca apontou no mapa não tinha Selva Rebelde marcado, mas Luke ainda deu zoom para examinar as rotas.
Aquilo era um grande ninho; se alguém fugisse, ele teria que perseguir.
Esperançosamente, nada disso acontecerá, ele pensou consigo.
Logo, já era noite. Após jantar no mesmo restaurante, Luke saiu com sua sacola e entrou no ônibus.
Após quarenta minutos, chegou na Selva Rebelde.
Era sete da noite e as pessoas já estavam começando a entrar. Pensando por um momento, Luke encontrou um canto quieto e fez uns retoques no rosto. Seria detestável demais usar óculos de sol num clube à noite; ele não era um ator ou um personagem de filme.
Ele deixou sua pele mais morena, o que poderia ser considerado uma solução para o problema de nunca conseguir um bronzeado.
Suas lentes de contato cobriram suas pupilas azul-gelo. Junto do cabelo tingido de preto, sua meia barba e olhos levemente puxados, Luke parecia com uma pessoa completamente diferente.
Vários minutos depois, ele entrou no clube sem mochila.
A configuração era praticamente igual à maioria dos clubes.
As luzes estavam fracas e nebulosas, e intercalavam com feixes coloridos. A música era suave e os clientes sussurravam entre si. Tudo parecia muito normal.
Luke sentou no bar e pediu um guaraná.
O bartender não ficou surpreso pelo pedido.
Havia muitos convidados estrangeiros que eram alérgicos ao álcool, mas ainda queriam vir ao clube para se divertir. Em todo caso, a maioria dos clientes não estava aqui para beber.
Enquanto bebia o refrigerante, Luke averiguou o local com Olfato Aguçado.
Ele não prestou muita atenção ao saguão, e focou nos dois andares superiores deste espaçoso prédio de três andares; aquele deveria ser onde a maioria dos homens de Christophe estavam reunidos. Havia cerca de trinta pessoas no segundo andar, mas havia alguns poucos no terceiro andar. Um grande escritório em particular estava vazio.
Segundo o tatuado, este era o antro de seu chefe imediato, Pedro da Silva, que normalmente estava ocupado durante o dia e retornaria para descansar à noite. Luke não estava com pressa. Ele terminou de beber o guaraná sem pressa e pediu um copo de suco de frutas vermelhas brasileiro. Ele ficou admirado pelas frutas tropicais no Brasil. Além dos alimentos básicos, quem diria quantas dezenas ou até centenas de especialidades locais havia.
Era uma pena que a gulosa Selina não tivesse vindo; ela teria ficado feliz de experimentar o suco neste local.
Logo, uma garota linda se sentou à sua direita.
Luke já tinha notado ela se aproximar e sua expressão ficou estranha, enquanto estava de costas para ela. Porém, foi só por um momento e se acalmou quando se perguntou: Por que ela está aqui? Não me diga que vai roubar meu crédito!
Mesmo tendo pensado nisto, se virou para o lado e cumprimentou com um sorriso: — Olá, posso pagar uma bebida?
A garota latina parecia estar em seus vinte anos. Metade do rosto estava coberto por seu longo cabelo preto.
Ao ouvir o convite de Luke, ela olhou para ele e falou sem animação: — Quantos anos tem? Sua mãe sabe que está bebendo aqui?
Luke deu de ombros e mostrou o copo: — É suco. Na verdade, eu ia te pagar um suco também.
A garota ficou atordoada. Seus lábios tremeram quando olhou para o copo.
Havia muitas pessoas que vinham a um bar e não bebiam álcool, mas definitivamente não tinha muitos que pagariam um suco a uma garota.
Ela afastou o olhar: — Poupe sua poupança e compre refrigerante para as garotinhas da escola em casa. Não preciso.
Luke não ficou ofendido: — Então que tal uma conversa?
A garota estava prestes a recusar, mas olhando para o rosto jovem e olhos sinceros, seu coração suavizou um pouco: — Sobre o que quer conversar?
Ponderando por um instante, ele perguntou: — Se alguém pensa que não consegue te acompanhar e quer ir para casa e se aposentar, como você o dissuadiria?
A beldade ficou surpresa antes de se virar pensativa por um longo tempo.
Era uma pergunta muito simples, mas as palavras-chave eram “ir para casa” e “se aposentar”, o que facilmente poderia evocar respostas de um grupo de pessoas em particular; por exemplo, esta mulher aqui.
Perdida em pensamento por um instante, ela suspirou: — Não sei. Talvez… não seja uma má ideia voltar para sua terra natal com ela?
Luke assentiu, como se estivesse pensativo: — É mesmo? Então e se…
Assim, os dois começaram a conversar.
Luke não fez muitas perguntas e seguiria casualmente em outros assuntos.
A mulher escapou da pergunta inicial, mas ainda achou Luke estranho.
Ela de alguma forma sentiu que este jovem era muito mais adulto do que parecia.
Porém, também era completamente diferente daqueles garotos da escola que fingiam ser do mundo e adultos. Por um instante, ela não conseguiu definir o que era.
Felizmente, foi só uma conversa tranquila. Mesmo que ela permanecesse quieta por minutos no final, ele apenas olhou ao redor tranquilamente, não insistindo numa resposta.
Eles pareciam estar conversando, mas também pareciam com dois estranhos que estavam matando tempo casualmente numa conversa.
Era oito da noite, e o clube já estava lotado.
As garotas lindas e todos os tipos de homens chegaram e a atmosfera ficou completamente diferente de quando Luke chegou.
Um DJ latino com dread subiu no palco e mexeu no equipamento. Então, levantou as mãos lentamente: — Estão prontos?