Volume 6 - Capítulo 501
Salvando o CEO Autoritário
Qie Ranzhe enrijeceu por um segundo quando a língua de Wen Qinxi lambiscou seus lábios com lascividade. Uma corrente elétrica emocionante atingiu seus nervos, o fazendo perder a cabeça. Seu braço agarrou a cintura de Wen Qinxi, puxando-o para mais perto a fim de aprofundar o beijo. Mas assim que sentiu o gosto, a pessoa foi subitamente tirada de seus braços.
—"Deixo vocês sozinhos por dois minutos e vocês já estão agarrados?", disse Wen Danzhe, afastando o irmão. "Esse é um lobo mau, e ele vai te devorar até não sobrar nada."
Wen Qinxi olhou para trás com um sorriso doce. "Ah, eu não me importo. Vem me pegar, tigre... *rosnado*", respondeu Wen Qinxi, quase escapando da mão de Wen Danzhe.
—"Você está completamente bêbado. Vamos embora", disse ele, arrastando-o para fora da boate. Ele não impediu o irmão quando este subiu naquela plataforma, porque sentiu que Wen Qinxi estava muito tenso a maior parte da vida e precisava daquilo, mas quando seu irmão desapareceu, ele entrou em pânico.
Ele acabara de pegar seu celular para ligar para Wen Qinxi quando viu a mensagem de Machu, o que significava que Qie Ranzhe tinha que estar por perto. Deus me livre se ele deixasse aqueles dois irem embora juntos, especialmente com seu irmão naquele estado de embriaguez. Então ele foi procurá-lo e, com certeza, encontrou os dois se beijando como um par de adolescentes hormonais debaixo das arquibancadas.
Se esse CEO quisesse seu irmão, teria que trabalhar duro por isso, razão pela qual ele não hesitou em arrastar Wen Qinxi para longe. Um homem tem que lutar pelo que quer e não receber de mão beijada.
Qie Ranzhe poderia tê-los seguido, mas seu estado mental não estava bom naquele momento. De certa forma, foi o primeiro beijo deles, e, rapaz, foi alucinante. Ele foi subitamente atingido por uma intensa sensação eufórica, como quando se lança fogos de artifício.
Wen Qinxi tinha um cheiro tão bom, e o intenso sabor frutado em sua boca, vindo do coquetel, fez Qie Ranzhe querer provar mais daquela doçura com sua língua. O entusiasmo de Wen Qinxi o enlouqueceu, mas antes que ele pudesse pressioná-lo contra a parede e se entregar, a pessoa foi subitamente tirada de seus braços.
Ele tinha que fazer desse nerd seu namorado em breve; caso contrário, quem sabe o que ele poderia fazer se fosse rejeitado.
Enquanto Qie Ranzhe se afogava em pensamentos num canto escuro, Wen Qinxi foi empurrado para o carro pelo irmão. Assim que os quatro chegaram ao apartamento de Wen Qinxi, eles desceram, mas antes que percebessem, o culpado havia sumido.
Wen Qinxi estava grudado na janela de vidro da loja de tatuagem que ainda estava aberta. A rua em seu bairro ainda estava animada, pois eles tinham saído da boate pouco depois das oito da noite. "Eu quero uma", disse Wen Qinxi, bêbado, antes de puxar a porta para entrar. "Dono da loja, eu quero uma... aqui mesmo", disse ele, tirando seu casaco.
—"Desculpe, ele bebeu um pouco demais", desculpou-se Wen Danzhe enquanto puxava o casaco de Wen Qinxi novamente.
—"Não, não, eu quero. Eu sou mais velho, então você tem que me ouvir", respondeu Wen Qinxi, teimoso, afastando Wen Danzhe. Parecia que as dúzias de coquetéis que ele havia tomado o fizeram esquecer seu medo da dor. Ele queria uma tatuagem e ninguém, nem mesmo Wen Danzhe, poderia impedi-lo.
Pai Dui também levantou a manga e disse: "Eu também. Quero um cachorrinho fofo."
—"Ah, eu... posso fazer a minha na cintura ou na parte interna da coxa? Acho que ficaria bonito", disse Wen Qinxi, levantando a blusa novamente.
Mas Wen Danzhe se manteve firme e se recusou. "Você não vai fazer uma tatuagem nesses lugares, ou eu conto para a mãe", disse ele, olhando friamente para o irmão teimoso. A quantidade de arrependimento seria intensificada se Wen Qinxi fizesse isso na cintura, quanto mais na coxa.
Tao Ru apenas ficou ali, colocando as chaves do carro no bolso, como se aquilo não tivesse nada a ver com ele. Então os dois ficaram enquanto o tatuador dava às pessoas teimosas o que elas queriam.
Wen Qinxi era surpreendentemente destemido quando bêbado. Ele nem sequer fez uma careta, ao contrário de Pai Dui, que ficou chorando o tempo todo. Assim que terminou, Wen Danzhe o agarrou para ir embora, mas Wen Qinxi se recusou a se mexer, dizendo que queria furar a orelha.
Este homem era incrivelmente dócil quando sóbrio, mas quando bêbado era uma pessoa totalmente nova, tão teimoso quanto Mahatma Gandhi. Mas pelo menos a teimosia de Mahatma Gandhi era para alcançar a liberdade, ao contrário de Wen Qinxi, que estava lutando por uma perfuração na orelha.
Wen Danzhe deixou que ele fizesse, mas assim que terminou, literalmente o carregou para fora depois de pagar a conta. "Uau!! Olha, eles podem tatuar dragões", disse Wen Qinxi enquanto era carregado como um saco de batatas para fora daquela loja de tatuagem.
—"Não, é melhor você nem pensar nisso... tão problemático", reclamou Wen Danzhe, carregando-o até o apartamento.
Os quatro se sentaram na sala e se fartaram de pizza e cerveja enquanto assistiam a um filme. Pode ter parecido um pouco exagerado, mas era o que Wen Qinxi precisava, como mostrado duas horas depois. Quando os outros desmaiaram e ele finalmente se abriu para o irmão.
A bebida o fez abrir o jogo sobre o que ele estava passando desde que saiu da Flagship. Ele não conseguia continuar reprimindo seus sentimentos assim, senão perderia a cabeça.
Wen Danzhe ouviu atentamente, mas uma coisa que ecoou em sua mente antes que o irmão desmaiasse foram as palavras: "Eu amo ele. Eu o amo até a morte e farei qualquer coisa por ele."
Ele não havia experimentado pessoalmente as emoções de amar alguém, então não conseguia entender como seu irmão se sentia. O que ele não queria era que seu irmão se machucasse.
Agora que ele sabia que Wen Qinxi havia se decidido por Qie Ranzhe, era hora de eles pararem de brincar e ele teria uma conversa séria com Qie Ranzhe. Bem, isso depois de mais uma brincadeira. Ele pegou seu celular e mandou uma mensagem para Machu.
Duas ruas adiante, Machu acabara de voltar para o carro depois de ajudar Shao Lan a abrir a porta, enquanto o homem carregava sua esposa bêbada e barulhenta, quando recebeu uma notificação. Ele pegou o celular e abriu a mensagem.
DannyBoy: Qi-ge fez uma tatuagem (carinha sorrindo).
Seus olhos se arregalaram e ele lentamente olhou para Qie Ranzhe. "O quê?", perguntou Qie Ranzhe sentado no banco do motorista.
—"Hum... Gecko fez uma tatuagem", disse ele com uma expressão atônita.
Qie Ranzhe pegou o celular de Machu e leu a mensagem. "Mas ele tem medo de dor?"
Machu encolheu os ombros enquanto observava Qie Ranzhe responder às mensagens que Wen Danzhe ignorou.
Seu celular continuou vibrando, mas ele deliberadamente o ignorou com um sorriso travesso no rosto. Ele mal podia esperar que seu irmão acordasse. Com certeza seria uma manhã divertida.