Salvando o CEO Autoritário

Volume 4 - Capítulo 364

Salvando o CEO Autoritário

Como diz o ditado, “quem planta colhe”. Esses dois azarados, que acabaram com dardos tranquilizantes na bunda, são a prova disso. Dois amantes que não conseguiram controlar seus desejos. Em vez de trabalhar, saíram da cozinha um após o outro, alegando ir fumar um cigarro.

O tal “cigarro” era, na verdade, uma rapidinha entre um homem e uma mulher que já tinha namorado. O karma é mesmo uma cadela safada e original. Sob o efeito do sedativo, os dois desabaram um em cima do outro, com a testa dele batendo no nariz dela. Wen Qinxi tinha certeza de que o nariz dela tinha quebrado.

Eles arrastaram as vítimas, roubaram suas roupas e vestiram os uniformes de garçom. Assim que Li Meimei terminou, deixou a mulher desacordada no galpão e saiu para procurar seu benfeitor. "Uau, gege, você está arrasador nesse terno de pinguim!", elogiou Li Meimei, enquanto Su Xin abotoava o último botão da camisa. Ficava um pouco apertado, já que o uniforme era para alguém menor, mas ele não tinha escolha.

"Valeu", respondeu Wen Qinxi, arrastando o homem inconsciente para o galpão também. "Quanto tempo eles vão ficar dormindo?"

"Não se preocupe, eles vão ficar nocauteados por pelo menos oito horas", respondeu Ting-ge, observando-os através da luneta de precisão. "Eu sugiro que vocês se mexam, senão vai ser difícil fazer isso quando a festa acabar."

“Claro… tudo culpa daquele psicopata. Nem sei que raça de cachorro era aquele”, reclamou Wen Qinxi, guiando Li Meimei até a porta dos fundos da mansão. Assim que a porta se abriu, Li Meimei ficou radiante, os olhos brilhando como o céu estrelado. As palavras "comida, comida, muita, muita comida" ecoavam em sua mente, deixando-a parada, em estado de choque.

Ao passarem o limiar, o caminho de Wen Qinxi foi bloqueado por uma mulher séria de óculos sem aro e saia lápis justa. Ele ia dizer alguma coisa, mas seus olhos desceram até o crachá no volumoso peito dela: "supervisora". "Droga!", pensou ele, engoli a resposta na ponta da língua.

Ela puxou a blusa para baixo, limpou a garganta e perguntou: "E você? Onde você estava?"

Wen Qinxi não sabia se ela estava falando com ele, então apontou para si mesmo com uma expressão confusa. A pergunta dela não deveria ser "quem é você" ou algo assim? Ela não reconhecia seus funcionários? Wen Qinxi já havia preparado uma série de mentiras e criado crachás falsos para ele e Li Meimei, invadindo o servidor da empresa de serviços com antecedência. Então, qual era essa situação?

"Com essa cara, você deveria estar na frente servindo bebidas. Lembre-se, nossos convidados valorizam a boa aparência... ah, e eu sugiro fortemente que você faça o que for pedido. Você não quer ofender nenhum deles", disse ela, antes de colocar algo no bolso dele.

"Agora, rápido, temos convidados para atender", disse ela, empurrando-o em direção a uma estação com bandejas.

Wen Qinxi ficou olhando para ela, atordoado, antes de curiosamente abrir o bolso para ver o que a mulher havia colocado ali.

"Puta que pariu", xingou ele entre dentes. "Que diabos é isso? Eu estou aqui para servir bebidas ou para servir os convidados?", pensou ele, sentindo pena dos funcionários. A supervisora havia colocado um preservativo no bolso dele e, pelas palavras dela, ele estava sendo explorado.

Li Meimei estava prestes a seguir Su Xin quando a mulher a interrompeu: "Onde você pensa que está indo?"

Confusa, Li Meimei apontou hesitante para a saída para o salão principal, mas as próximas palavras da mulher a fizeram querer jogar o prato de jantar que estava ao lado dela na cabeça da mulher. "Sua aparência é mediana, no máximo, mas tenho um emprego perfeito para você", disse a supervisora, com ar de superioridade, olhando Li Meimei de cima a baixo.

Cinco minutos depois, Li Meimei estava esbravejando no seu fone de ouvido, amaldiçoando a supervisora e seus ancestrais. "Que vadia! Como minha aparência pode ser mediana? Mediana! Ela é cega, esse é o problema dela!", resmungou ela, enquanto caminhava furiosa para o banheiro de cima.

Wen Qinxi sorriu casualmente enquanto um convidado pegava uma taça de champanhe de sua bandeja e respondeu em um sussurro, procurando uma saída: "Para de reclamar e me encontra no depósito em dez minutos. Sou eu quem deveria estar reclamando… Se eu ficar aqui mais um segundo, tenho medo de ser descoberto."

"Mie-Jie, que trabalho ela te deu?", perguntou Casio, curioso. Seja qual for a tarefa, devia ser horrível se deixou Li Meimei tão chateada.

"Atendente de banheiro", ela sussurrou em um tom quase inaudível, mas todos a ouviram alto e claro, incluindo Casio, que, claro, não a deixaria escapar tão fácil.

"O quê? Não ouvi direito", disse o atrevido Casio, cutucando a onça com vara curta.

"Atendente de banheiro. Eu disse atendente de banheiro, droga!", disse Li Meimei, lutando contra a vontade de voltar e torcer o pescoço da mulher.

"Haha... Diga alto e com orgulho, irmã", disse Casio, sentindo prazer em provocar Li Meimei.

"Vai se fuder", disse ela antes de entrar no depósito. Ela jurou se vingar de Casio dez vezes depois que terminasse essa missão. Aquele pirralho merecia uma surra.

"Não se preocupe. Ela só está com inveja de você", disse Ting-ge, tentando acalmar a situação.

Wen Qinxi não prestou muita atenção ao que eles estavam dizendo enquanto saía do salão principal. Menos mal, porque Kai Zheng e Kai Zi entraram no salão principal em seguida, marcando o início do baile anual.

Ele virou em um corredor deserto, em direção às escadas. A mansão Kai era mais parecida com um grande hotel do que uma casa, o que significava que havia mais de uma escada. Ele abriu o depósito e encontrou Li Meimei já vestida com roupas pretas justas que ela usava por baixo do uniforme de garçonete. Wen Qinxi tirou seu terno de pinguim também, enquanto Li Meimei subia nas prateleiras para desrosquear a grade de ventilação.

"Eu nem consegui comer uns camarões, droga", reclamou Li Meimei enquanto desrosqueava o último parafuso.

"Eu compro o que você quiser depois disso… espera, o quê? Camarões?", respondeu Wen Qinxi com uma expressão complicada.

Li Meimei colocou a tampa da ventilação de lado e subiu antes de espiar por cima, olhando para Su Xin. "É, camarões, plural de camarão", disse ela antes de se esgueirar de volta para a ventilação.


Comentários