Volume 4 - Capítulo 333
Salvando o CEO Autoritário
Os dedos de Su Long apertaram com força o cabo da pistola, tentando conter o impulso de puxar o gatilho. Ele estava prestes a dizer mais alguma coisa quando o estrondo de vidros se estilhaçando, seguido de um assobio cortante, cortou o ar. Uma bala entrou pela janela, acertando com precisão o cachorro de estimação de Su Long na cabeça.
Antes que alguém pudesse reagir, outra bala atingiu o ombro de Su Long, fazendo o velho gemer de dor. Um dos homens de Su Long tentou arrastá-lo para se esconder atrás de uma estante, mas foi atingido no coração, caindo por cima de Su Long.
O velho se afastou do cadáver que o cobria, o rosto ensanguentado. Olhou em volta e encontrou Su Xin se escondendo atrás da mesa, enquanto uma chuva de balas enchia a sala. Ele sabia que aquilo tinha a ver com Qie Ranzhe.
Era esperado, afinal, ele havia ofendido o "chefe grande". Ele apenas achou que teria tempo de escapar, pois Qie Ranzhe era famoso por brincar com suas vítimas, tirando-lhes todo o poder e desferindo o golpe final quando elas estavam indefesas, sem meios de se salvar.
Atualmente, ele estava na fase em que seus negócios estavam indo para o brejo, mas parecia que o encontro com Su Xin catalisou sua queda. Pensando que poderia segurar Su Xin como refém e se salvar, Su Long rastejou até seu filho, escondido atrás da mesa.
Na verdade, Wen Qinxi não estava se escondendo. Quando os tiros começaram, seu celular tocou. Se fosse outra pessoa, ele deixaria ir para a caixa postal, mas era Qie Ranzhe, então ele teve que atender. Dá para imaginar o quão furioso Qie Ranzhe estava só pela voz.
"Xin-er, que diabos você estava pensando? Parece que a punição de ontem à noite não foi suficiente. Você parece ter muita energia para andar por aí pelas minhas costas", gritou Qie Ranzhe assim que a ligação foi atendida.
Wen Qinxi nunca tinha sido repreendido tanto por aquele homem, e sua reação surpreendeu até a ele mesmo. Ele estava rindo nervosamente, tentando acalmar o homem. "Papai Ran, não fique chateado. Você sabe que eu quis dizer bem...", mas Qie Ranzhe o interrompeu.
"Você está rindo agora? Acha que isso é engraçado?"
Parecia que ele só havia conseguido enfurecer ainda mais o homem. Assim que estava prestes a se explicar, um tiro sibilou acima de sua cabeça, seguido de um baque alto. Su Long, que acabara de se levantar para pegá-lo, foi baleado na cabeça dessa vez. "Merda!", gritou Wen Qinxi espiando por trás da mesa.
Ele desarmou o gatilho de sua pistola, com a intenção de acabar com quem quer que restasse para poder voltar a acalmar seu marido, quando a porta foi arrombada. Pensando que era o reforço de Su Long, ele se abaixou, pronto para o que desse e viesse.
Bang! Bang! Bang!
Três tiros ecoaram, seguidos de sons de quedas pesadas. Wen Qinxi imediatamente se levantou, mirando sua arma na porta, só para encontrar Qie Ranzhe parado ali, parecendo um touro enfurecido. "Droga", murmurou Wen Qinxi guardando a "batata quente" na mão.
"Sim, você está ferrado... hahaha", disse Machu enquanto Qie Ranzhe se aproximava e agarrava o pulso de Wen Qinxi.
Wen Qinxi foi arrastado até o carro preto estacionado do lado de fora e empurrado para o banco da frente. Ele realmente pensou que Qie Ranzhe entraria no carro e o repreenderia mais um pouco, mas o homem não entrou imediatamente no veículo. Por cinco minutos, Qie Ranzhe ficou encostado no capô do carro, tentando se acalmar.
A cada momento que passava, Wen Qinxi ficava ainda mais nervoso, então abriu a porta do carro, tentando acalmar seu marido furioso, mas quem diria que Qie Ranzhe se viraria e diria: "Não ouse sair do carro."
Aquela palavras fizeram Wen Qinxi engolir em seco de medo. Ele já tinha visto Qie Ranzhe com raiva, mas nunca tão furioso com ele. Talvez fosse sua estatura alta ou seus olhos vermelhos de sangue que o aterrorizaram a ponto de ficar obedientemente sentado no carro.
Depois de dez minutos, um parado do lado de fora e o outro sentado dentro em silêncio, como uma criança obediente, Qie Ranzhe finalmente entrou no carro, fazendo o coração de Wen Qinxi saltar para fora do peito. 'Estou ferrado', pensou Wen Qinxi olhando fixamente para frente. Ele não tinha coragem de olhar para Qie Ranzhe, que estava sentado no banco do motorista.
A tensão era tão espessa e pesada que Wen Qinxi sentiu vontade de fugir, mas obviamente não era uma opção. Qie Ranzhe ligou o carro em silêncio e os dois dirigiram em silêncio. Ele queria perguntar para onde estavam indo, mas não era tolo o suficiente para cutucar a onça com vara curta naquele momento.
O carro dirigiu por quinze minutos antes de entrar em um estacionamento subterrâneo familiar. Qie Ranzhe estacionou no canto mais distante, de frente para a parede. Desligou o motor e se inclinou para Su Xin do nada.
Wen Qinxi não esperava o ataque repentino. Seus lábios foram beijados ferozmente, com um toque de urgência. Qie Ranzhe não o poupou, sugando e mordiscando os lábios do homem como se estivesse comendo algo doce. Parecia que ele não conseguia se controlar, pois as mãos de Qie Ranzhe começaram a apalpar sob a camiseta de Wen Qinxi como um animal febril no cio.
O espaço ficou quente em um instante, com as duas línguas se perseguindo sensualmente. Wen Qinxi achou aquilo sexy, mas na velocidade em que as coisas estavam acontecendo, sua "cereja" naquele mundo poderia estourar no carro, o que seria extremamente desconfortável. Ele estava prestes a protestar quando seu banco de carro foi repentinamente reclinado por Qie Ranzhe enquanto o homem afrouxava sua gravata.
"Ran-ge, hum uh mm por que não podemos fazer isso em casa?", disse Wen Qinxi tentando argumentar com o homem antes que fosse tarde demais.
Qie Ranzhe não parecia ouvi-lo, beijando seu pescoço como um urso faminto, deixando marcas vermelhas como se estivesse reivindicando posse. Wen Qinxi sentiu todo o seu corpo esquentar, excitado como nunca. 'Dane-se', pensou ele, alcançando a protuberância nas calças de Qie Ranzhe.
Assim que sua mão alcançou o membro enrijecido do homem, seu braço foi agarrado para impedi-lo de avançar mais. Qie Ranzhe também parou de beijá-lo, com a cabeça encostada no ombro de Su Xin. Os dois homens respiravam ofegantemente, sem que nenhum deles falasse por um minuto.
Qie Ranzhe de repente falou em um tom pesaroso. "Amor, estou chateado. Estou realmente chateado com você", disse ele antes de se afastar de Su Xin.
Wen Qinxi não sabia o que fazer. Era a primeira vez para ele, e ele não tinha ideia de como lidar com aquela situação. As palavras de Qie Ranzhe pareciam uma faca esfaqueando seu peito. Ele queria se desculpar, mas parecia que seria inútil naquela situação.
Enquanto Wen Qinxi estava atordoado, Qie Ranzhe arrumou suas roupas e de repente abriu a porta, deixando Su Xin sentado sozinho no carro. Sentindo-se frustrado, Wen Qinxi bagunçou o cabelo, gritando: "Droga!"
Parecia que seria preciso muito esforço para acalmar aquele homem dessa vez.