Volume 4 - Capítulo 310
Salvando o CEO Autoritário
Assim que o roupão se afrouxou, Qie Ranzhe se virou antes de sair correndo do quarto como se fosse morrer se passasse mais um segundo ali. Como um peixe bobo, caiu na mesma isca duas vezes. Tudo o que sabia era que precisava sair dali, senão seria game over para ele.
Wen Qinxi apertou o roupão e riu baixinho enquanto se jogava no sofá. Lembrando-se de como Qie Ranzhe saiu correndo feito louco, Wen Qinxi não conseguiu evitar a gargalhada. Parecia que, naquela noite, os dois sofreriam de abstinência.
Qie Ranzhe estava pior ainda enquanto caminhava desconfortavelmente para o seu escritório. Ele teria ido para o quarto e tomado um longo banho, mas não tinha certeza se Qie Xieling ainda estava lá, então optou por ir para o escritório. Bateu a porta com força e encheu um copo d'água com as mãos levemente trêmulas.
Depois de dois copos, o calor em seu corpo não diminuiu. Na verdade, aumentou, deixando seu membro dolorosamente ereto. Ele não sabia o que Su Xin estava aprontando, razão pela qual se recusou a empurrar o homem e transá-lo até a exaustão. Isso significava que ele teria que aguentar.
Ele encheu outro copo e decidiu apagar as imagens. Quando colocou câmeras no quarto de Qie Xieling, foi por motivos de segurança, já que ele geralmente não estava por perto. Nunca pensou que um dia elas captariam uma cena tão lasciva. Justo quando estava prestes a clicar no botão "excluir", seu dedo molhado escorregou, clicando em "play" em vez disso.
Ele deveria ter se apressado para pausar as imagens, mas quem ele estava enganando? Qie Ranzhe ficou hipnotizado, jurando assistir uma vez e apagar logo em seguida, mas quanto mais assistia, maior a dependência.
Assim que as imagens chegaram à parte boa, com Su Xin prestes a tirar o roupão, a porta foi aberta de repente.
"Ran-ge, yo-", disse Machu, mas foi interrompido quando um grampeador atingiu a porta, seguido por um rugido alto:
"Sai fora, caralho!"
Machu, "..."
Ele fechou a porta rapidamente e correu mais rápido que a luz. Não sabia quem tinha deixado Qie Ranzhe furioso, mas não queria sofrer as consequências por algo que não tinha nada a ver com ele.
Enquanto Machu se salvava, o CEO que acabara de ser interrompido continuou com seu filme "adulto", com ele mesmo como protagonista. Isso depois de usar um controle remoto para trancar a porta. Ele não queria se envolver com Su Xin – "cão que ladra não morde", como se diz – mas isso não significava que não pudesse guardar aquilo para uso pessoal.
O som de um zíper abrindo preencheu o quarto, liberando um membro rígido como uma barra de ferro. Qie Ranzhe puxou uma caixa de lenços com o olhar fixo na "encantadora" que não aparecia em seus sonhos há muito tempo.
Sua mão envolveu seu membro enquanto assistia às imagens. Sons lascivos permeavam o quarto à prova de som, com o vídeo reproduzindo em loop.
A voz de Su Xin vinha do laptop, dizendo: "Eu não tô brincando... eu só quero que você me foda", deixando Qie Ranzhe louco enquanto ele acelerava seus movimentos, respondendo:
"Sim, bebê, eu quero te foder tanto... ah, foda-se... quero te foder no cu e te fazer gozar... ah, sim."
Isso durou um bom tempo, com o CEO saciando sua sede imaginando Su Xin gritando seu nome embaixo dele. Memórias daquela noite doce ressurgiram em sua mente enquanto ele acariciava seu membro pulsando.
O som de sua carne batendo contra o traseiro empinado de Su Xin. Os gemidos doces do homem ofegante sob ele. Todas essas memórias inundaram sua mente enquanto uma sensação prazerosa se espalhava por todo o seu corpo, culminando em uma enorme ejaculação.
Sua mente nebulosa finalmente clareou enquanto ele pegava a caixa de lenços, limpando as evidências. Depois de se limpar, Qie Ranzhe se recostou na cadeira, a outra mão preguiçosamente colocada na testa. Sentimentos de culpa, ressentimento e raiva o encheram.
Ele não conseguia entender como alguém que lhe quebrou o coração inúmeras vezes tinha tanto poder sobre ele. Era ainda pior na segunda vez, o deixando louco. Ele não conseguia entender o que havia de tão especial em Su Xin que o fazia ser tão sem vergonha.
Apesar de ter reprimido o fogo dentro de si, ele ainda sentia vontade de dormir com Su Xin, mas a lógica dizia que isso o tornaria o homem mais idiota do mundo. Ele precisava encontrar uma solução e curar seu vício antes que fosse tarde demais.
Enquanto alguém tentava suprimir seu desejo por Su Xin, o culpado estava de pijama, comprando coisas online. Ele não podia comprar muitas coisas porque, assim que as férias de verão acabassem, eles teriam que deixar a vila e voltar para a casa principal. Era só que ele estava cansado dessas roupas e queria comprar algo especial para Qie Xieling e Qie Ranzhe.
Enquanto navegava, Qie Xieling entrou no quarto de Su Xin e sentou-se ao lado dele, com uma pitada de preocupação no olhar. Ele não fazia ideia do que seus pais conversaram, mas ouviu seu pai jurando em voz alta em seu escritório, o que nunca tinha acontecido antes. Su Xin devia ter enfurecido seu pai.
"Ele... ele vai te mandar embora?", perguntou Qie Xieling com uma voz trêmula. Ele já tinha elaborado um plano perfeito em sua mente. Se Su Xin fosse expulso, ele pediria ajuda ao Tio Machu para encontrar um apartamento perto da escola para Su Xin.
Dessa forma, ele iria ao apartamento durante o dia e voltaria para casa à noite. Se seu pai o proibisse, ele faltaria às aulas e iria visitá-lo. Com isso em mente, ele se aproximou de Su Xin para apresentar sua solução.
Wen Qinxi envolveu o braço em volta dos ombros de Su Xin antes de acariciar seu cabelo carinhosamente, dizendo: "Não é nada com que você deva se preocupar. Eu e seu pai, nós somos bons... além disso, ele não pode se livrar de mim tão facilmente."
Aliviado, Qie Xieling deitou a cabeça no ombro de Su Xin, dizendo: "Tá", em voz baixa. Se Su Xin dissesse que não havia nada de errado, ele naturalmente acreditaria nele. Embora ele começasse a ter dúvidas quando Qie Ranzhe evitasse Su Xin como a peste nos três dias seguintes. Naquele momento, ele também repetiria a mesma pergunta.