Salvando o CEO Autoritário

Volume 3 - Capítulo 260

Salvando o CEO Autoritário

Era oficial: o general havia definitivamente deixado o território da virgindade e se atirado de corpo e alma, esgotando Feng Zi. Mesmo depois de uma noite agitada, o sono de Qie Ranzhe foi interrompido por seus instintos. Seu membro armava uma barraca embaixo das cobertas, como suplicando por mais das delícias da noite anterior.

Qie Ranzhe achou a situação hilária e se virou para o homem de costas para ele. A luz da manhã entrava pelas persianas fechadas, banhando a pele lisa do rapaz com marcas que pareciam morangos – evidências das aventuras da noite passada. Qie Ranzhe se aproximou com um sorriso tímido. Esticou a mão e acariciou as chupadas nas costas de Feng Zi como um artista narcisista admirando sua obra-prima.

Deve ter sido o toque que o fez cócegas, porque Feng Zi, que até pouco dormia tranquilamente, se mexeu, murmurando algo. Qie Ranzhe parou de mexer os dedos sem fazer barulho. Não se importaria de um café da manhã cedo, mas não queria perturbar o sono de Feng Zi. Feng Zi não acordou, mas procurou a mão de Qie Ranzhe e a puxou até que Qie Ranzhe o abraçasse por trás. Satisfeito, Feng Zi sorriu e parou de se mexer, sua respiração se acalmando.

Agarrado ao seu amado, Qie Ranzhe sentiu como se mil fogos de artifício estivessem explodindo em seu coração, provocando uma alegria inexplicável. Ele adoraria que o tempo congelasse naquele momento, mas seu devaneio foi interrompido por seu membro, bastante entusiasmado. Seu "carro de corrida" endureceu ainda mais e cutucou o inocente que jazia em seus braços. Parecia que Feng Zi sentiu, pois murmurou: "Ran-ge, deixa eu dormir mais um pouco, depois a gente faz."

Um sorriso ainda maior surgiu no rosto de Qie Ranzhe ao ouvir isso. Ele ia tomar café na cama, mas estava pensando demais, porque dez minutos depois um travesseiro voou em sua direção, arremessado por um ouriço irritado com as espinhas em alerta.

Por que o momento doce e aconchegante mudou tanto? Porque Wen Qinxi sentiu algo duro cutucando suas nádegas doloridas assim que acordou. Como um gato cujo rabo acabou de ser pisado, ele se assustou e quase caiu da cama, cobrindo seu dolorido "crisântemo". Tudo no Segundo Mundo era arco-íris e unicórnios, tudo falso. Seu "botão de rosa" estava dolorosamente dilacerado, e aquele homem ousava tentar outra rodada pela manhã. Ele mal sabia que fora ele quem concordou. Esse tipo de coisa acontecia com tanta frequência no Segundo Mundo que ele tinha uma resposta automática sempre que Qie Ranzhe o provocava de manhã. Mas isso era o Terceiro Mundo, não o Segundo, e ele estava em apuros.

Depois de ser "furado" como concreto a noite toda, ele não queria fazer de novo. Em meio a tanta dor insuportável, jurou não ter mais atividades extracurriculares pelo resto da vida, mas... *tosse... tosse* quem ele estava enganando? "Nem pensar!", disse Wen Qinxi, lançando um olhar fulminante para Qie Ranzhe, mas era como socar algodão. Os lábios de Qie Ranzhe se contraíram, suprimindo um sorriso; ele claramente estava lutando para manter a compostura.

"Não estou", disse Qie Ranzhe, com expressão honesta, mas palavras falsas. Claro que ele estava pensando nisso. Como não? O homem tinha o gosto de um refresco em um dia quente e ensolarado, refrescante e satisfatório.

"Você obviamente está pensando em sexo agora. Eu não quero", disse Wen Qinxi, se cobrindo com o edredom, sem deixar nenhuma fresta para a entrada de ar.

Qie Ranzhe achou o embrulho sob o edredom bastante fofo e, como um gato que acabou de ver uma bola de lã, quis cutucar e provocar. Tirou de uma sacola plástica um creme anestésico que comprara no dia anterior e se aproximou para chamar a atenção do amado.

Ele pacientemente passou o creme no corpo de Feng Zi por cima do edredom e o convenceu com um tom gentil: "Você me satisfez ontem à noite, então deixa eu assumir a responsabilidade, certo?"

Debaixo do edredom, Wen Qinxi estava sorrindo de orelha a orelha, feliz que Qie Ranzhe finalmente havia desistido da ideia de uma rodada matinal. A noite passada fora tão prazerosa que seu rosto corou só de pensar, mas a dor era um pouco demais para ele. 'Talvez não seja tão doloroso da próxima vez? Ah, tanto faz. Da próxima vez, paro na terceira base', pensou antes de espiar para fora do edredom. Sua aparência era desgrenhada e descabelada, como quem acabara de acordar. Qie Ranzhe achou essa imagem perigosamente irresistível. Seus olhos escureceram, jurando ser o único a ver essa versão de Feng Zi.

Qie Ranzhe mordeu o lábio inferior e disse: "Deixa eu cuidar de você, e depois você toma café." Aqueles olhos hipnóticos e lascivos fizeram Wen Qinxi concordar sem discutir. Ele ficou um pouco sem jeito com Qie Ranzhe aplicando remédio em seu "crisântemo", mas reprimiu a vergonha ao lembrar que estava naquela situação exatamente porque Qie Ranzhe fora ganancioso na noite anterior. O CEO, naturalmente, tinha que assumir a responsabilidade.

Qie Ranzhe foi o mesmo de sempre, mimando-o a tal ponto que ele nem precisou descer para tomar café. Ele nem sequer conseguiu se vestir sozinho, porque o CEO insistiu em fazê-lo por ele. Para ser preciso, Qie Ranzhe o ajudou a se vestir para poder apalpá-lo aqui e ali no processo, tudo em nome de vesti-lo.

Como não queria que seu homem andasse desnecessariamente, chamou Feng Xieling para que os três pudessem tomar café juntos. Assim que a porta se abriu, Feng Xieling pulou na cama em cima de Wen Qinxi, o rosto radiante de alegria. A novidade da nova luz noturna finalmente passou e ele se lembrou de que ainda tinha um pai.

Wen Qinxi soltou um grito quando Feng Xieling pulou em cima dele, mas sua expressão permaneceu serena enquanto acariciava o cabelo do filho. "Seu pirralho, eu pareço uma cama elástica?", disse Wen Qinxi, gentilmente afastando o enérgico Feng Xieling.

Feng Xieling ia responder quando percebeu a aparência cansada do pai e perguntou: "Papai não dormiu muito? Você parece cansado." Ele estava preocupado com o bem-estar do pai, razão pela qual precisava perguntar. Se seu pai não estivesse bem, ele iria comprar remédios para ele.

"Estou bem, Lin Lin, vamos tomar café. Papai está faminto", respondeu Wen Qinxi, enquanto Qie Ranzhe arrumava a mesa na suíte. Quanto a por que ele mesmo estava fazendo isso em vez de pedir ao concierge para cuidar de tudo, era porque não queria que pessoal desnecessário visse o semblante sonolento de Feng Zi. Com um olhar para sua aparência desleixada, lábios inchados e chupadas no pescoço, qualquer um poderia deduzir o que aconteceu na noite anterior. Uma aparência tão sugestiva incitaria pervertidos, e ele não queria que estranhos imaginassem seu amado nu. Só há uma palavra para descrever as ações de Qie Ranzhe: o homem era possessivo sem nem perceber.

Os três se sentaram à mesa com vários pratos coloridos cuidadosamente arrumados. Wen Qinxi certificou-se de que as tigelas de Feng Xieling e Qie Ranzhe estivessem cheias, mas Feng Xieling não parecia estar comendo muito. Preocupado, Wen Qinxi perguntou: "O que foi?" Ele olhou para Qie Ranzhe, que também parou de comer, olhando para o fofo "bolinho".

Feng Xieling hesitou um momento antes de perguntar: "Papai foi a um parque de diversões ontem à noite sem mim?" Senão, por que Feng Zi estaria tão cansado? Para uma criança de seis anos, essa era a única explicação que vinha à mente. Seu pai tinha saído à noite e se divertido sem ele.


Comentários