Volume 3 - Capítulo 234
Salvando o CEO Autoritário
Machu não fazia ideia do que estava acontecendo enquanto era arrastado pelo chefe, mas sua confusão logo se transformou em choque ao ver a versão miniatura do general. Aqueles olhos escuros e deslumbrantes, que poderiam te sugar para um vórtice desolado se você os encarasse por muito tempo, aqueles lábios carnudos, eleitos os mais beijáveis de todo o exército, tudo naquele rosto parecia com Qie Ranzhe.
– Nossa, você estava mesmo escondendo algo de mim! – gritou Machu, boquiaberto, encarando uma versão adorável do seu melhor amigo.
– Não, não menciona “nossa” – disse Qie Ranzhe, sua voz baixando para um sussurro no final da frase.
– Por quê? – perguntou Machu, perplexo, contendo a vontade de beliscar aquelas bochechas adoráveis que deviam ser macias ao toque.
Ao ouvir a palavra “nossa”, Feng Xieling pulou, procurando por algum doce. Se não estivesse preocupado com o pai, teria mandado aquele homem sair e comprar.
– Onde está o doce? – perguntou Feng Xieling, lançando um olhar mortal para o estranho. Machu ficou um pouco assustado com aquele olhar, mas como vinha de uma pessoa fofa, ficou menos amedrontador.
– Eu pego para você mais tarde – respondeu Qie Ranzhe, antes de se virar para Airen, que observava Machu com cautela: – Onde está Feng Zi?
Ao ouvir o nome de Feng Zi, Feng Xieling olhou para a porta, que estava escancarada, e decidiu desobedecer à ordem do pai. Sem pensar duas vezes, saiu correndo do quarto, passando entre as pernas de Machu e correndo para o único lugar onde Feng Zi poderia estar.
Airen imediatamente correu atrás dele, explicando para o General, que vinha logo atrás: – O General Qie Guaiwu levou Feng Zi, então é para lá que ele está indo.
Qie Ranzhe franziu a testa ao ouvir aquilo. Sua tia só devia chegar à noite, e o protocolo previa que ela deveria tê-lo avisado primeiro ao chegar. Então, quem a recebeu e a trouxe até aqui? Pensando assim, Qie Ranzhe acelerou o passo, alcançou Feng Xieling, o pegou no colo e o entregou a Airen antes de chegar à sala de conferências fortemente vigiada.
Ao avistar o general, os soldados o saudaram respeitosamente e abriram a porta para ele. Assim que Qie Ranzhe entrou, encontrou Feng Zi sentado na extremidade oposta da grande sala de conferências, com seus homens atrás dele, e Qie Guaiwu sentada na outra extremidade, com Zhao Huangzhi ao seu lado e o dobro da quantidade de guardas armados em comparação com Feng Zi.
O forte cheiro de pólvora pesava sobre a atmosfera tensa. Todos estavam em alerta, qualquer movimento mínimo seria considerado hostil e poderia facilmente inflamar a situação volátil.
Ao ver o sobrinho, Qie Guaiwu franziu as sobrancelhas e disse: – General Qie, é assim que você trata o terrorista mais procurado do mundo? Deixando-o vagando livremente como se fosse dono do lugar? Que decepção! – sua voz tão dura quanto suas palavras.
Qie Ranzhe saudou a tia e estava prestes a falar, mas Feng Zi o interrompeu: – Isso não tem nada a ver com o General Qie. Você acha que eu estaria aqui te ajudando se não fosse por ele? Como eu disse antes, enquanto você assumir o comando desta missão, eu desaparecerei sem deixar rastros. Vamos ver se você consegue explicar isso para os velhos de cima.
Sendo defendido dessa forma, Qie Ranzhe sentiu uma onda de sentimentos complexos. Ele não conseguia deixar de se perguntar se era porque Feng Zi gostava dele que ele estava arriscando tudo e ofendendo a General Qie Guaiwu apenas para defendê-lo? Ele odiava admitir, mas era uma sensação agradável ter alguém te dando apoio assim.
– Você… – exclamou Qie Guaiwu, sem palavras. Ela pensou que poderia impor sua vontade nesta missão e dominar Feng Zi. Com isso em mente, ela havia prometido a seu irmão que concluiria a missão em menos de sete dias, mas ela realmente subestimou Feng Zi. Ela chegou toda animada, pronta para algemar Feng Zi, mas o homem era intocável. Ele derrubou seus melhores guardas como se nada fosse e insistiu que usassem palavras, daí a atmosfera tensa.
Era um fato, Feng Zi não ia ajudá-los sem Qie Ranzhe. Seus planos de enviar seu sobrinho de volta ao quartel-general foram por água abaixo em um instante. Como não conseguia controlar Feng Zi, ela decidiu desabafar sua raiva em Qie Ranzhe e fazê-lo conter Feng Zi, mas quem diria que o pequeno canalha falaria em seu favor?
Encarando seu cabelo ruivo e a tatuagem na manga, Qie Guaiwu desviou o olhar com desdém, controlando-se para não ter outra explosão. Qie Ranzhe talvez não tivesse saído de sua barriga, mas era o único filho que ela criou, então isso poderia ser considerado desrespeito, associando-se a um homem assim.
– Qie Ranzhe! É assim que você trata sua família? Por causa dessa escória, você ousa desafiar as ordens de sua tia e General do exército? Você esqueceu que ela é sua superior? – disse Zhao Huangzhi, que havia observado em silêncio aquele show de horrores. Só se podia dizer que seu plano não estava indo bem. Qie Ranzhe sempre havia obedecido a tia, não importa quão irracionais fossem as ordens. Mas descobriu-se que ela havia subestimado a influência de Feng Zi sobre Qie Ranzhe.
– Diz a mulher que decidiu usar outras pessoas para lutar suas batalhas. Eu sugiro que você cale a boca, senão ninguém aqui conseguirá te salvar de mim – disse Wen Qinxi, puxando Qie Ranzhe para sentar ao seu lado. n/ô/vel/b//in dot c//om
Qie Ranzhe obedeceu, sentando-se ao lado dele, enfurecendo ainda mais Qie Guaiwu. A situação era pior do que ela imaginava. Ela estava prestes a ter outra explosão quando uma comoção foi ouvida do lado de fora, antes da porta ser aberta e uma pessoa baixa correndo em direção a Feng Zi. Atrás dele, um soldado tentava alcançá-lo, mas logo atrás do soldado estava Airen, que não hesitou em nocautear o soldado.
Atrás dela estava Machu, encarando aquela mulher enorme, parecendo que acabara de se apaixonar, mas ele não teve tempo de prestar atenção às bolhas cor-de-rosa flutuantes, preocupado com Feng Xieling.
Wen Qinxi foi de repente abraçado fortemente por Feng Zi, que gritava: – Pai, não me deixe. Leve-me com você. Eu irei onde quer que o pai vá. Todos ficaram em silêncio, observando Feng Zi confortar o pequeno bolinho como se fossem apenas os dois na sala inteira. Os soldados, incluindo Qie Guaiwu, começaram a se perguntar se aquele era o mesmo vilão chefe do submundo?
Qie Guaiwu não conseguia acreditar, mas sua descrença se transformou em choque quando finalmente viu o menino sentado no colo de Feng Zi. Seu rosto imediatamente ficou pálido como um lençol ao olhar mais de perto. Não havia como errar, aquela criança tinha o sangue Qie correndo em suas veias. Como isso era possível?
– Aquele é o…? – perguntou ela, apontando para a criança com o dedo trêmulo, mas Feng Zi a interrompeu:
– Ele é meu. Wen Qinxi precisava esclarecer isso primeiro, caso a senhora tivesse ideias malucas. Ele estendeu a palma da mão para Qie Ranzhe, gesticulando para o General entregar algo. Qie Ranzhe não entendeu de imediato, fazendo “o quê?” com os lábios, mas Wen Qinxi respondeu com uma expressão de “sério?”. Os dois trocaram olhares em silêncio, chocando a todos, especialmente Machu, cujo queixo quase caiu no chão. Que tipo de situação era aquela?
Qie Ranzhe pareceu entender o que Feng Zi queria dizer e, sob o olhar de todos, entregou casualmente seu celular. Feng Zi o desbloqueou e colocou fones de ouvido nos ouvidos de Feng Xieling, com um desenho animado tocando. Esse tipo de conversa não era adequada para uma criança pequena, então ele decidiu distrair Feng Xieling. Só então Wen Qinxi perguntou: – Terminamos aqui?