Volume 3 - Capítulo 229
Salvando o CEO Autoritário
Em um escritório amplo, três pessoas estavam sentadas, esperando o culpado. A recepcionista acusava Qie Xieling de roubar cartões do hotel e jogá-los no vaso sanitário, causando um entupimento que inundou todo o banheiro. A água chegou a vazar por baixo da porta, molhando o carpete do corredor logo em frente ao banheiro. Eles já tinham recebido muitas crianças antes, mas era a primeira vez que o gerente se deparava com uma situação dessas.
Ele não conseguiu evitar encarar Feng Zi com desprezo, sua expressão literalmente o chamando de pai horrível. Pensando bem, ele se lembrou de que Feng Zi era o homem que havia chegado vestido de mulher e não pôde deixar de rir alto. Fazia todo sentido a criança ser desrespeitosa e indisciplinada, já que estava sendo criada por uma pessoa tão imoral. Como ele mesmo disse antes, homens assim não deveriam criar filhos.
Sob o olhar de desprezo do gerente, Wen Qinxi sabia o que ele estava pensando. Ele não tinha tempo a perder com gente ignorante e queria resolver aquilo o mais rápido possível. Ele sabia que Qie Xieling tinha feito o que disseram, mas aquela criança não faria algo assim sem motivo. Ele só queria descobrir o que havia levado o garoto a recorrer a tal método.
Qie Xieling entrou na sala com a cabeça erguida, sem nada de um culpado. Era óbvio que ele não estava arrependido, enquanto caminhava casualmente e se sentava no colo de Feng Zi como uma criança mimada. Wen Qinxi não o impediu, até acariciando suas costas para confortá-lo, fazendo a testa do gerente franzir ainda mais.
Ele não conseguia deixar de ficar irritado com os pais de hoje em dia. Eles mimam seus filhos como se fossem seres frágeis, perguntando o que eles querem e sem dar uns bons castigos quando eles erram. Era tudo alergia a glúten e amendoim, com menos educação, o que deixava esse veterano louco. Ele estava tão furioso que suas veias latejavam no pescoço, mas teve que manter um sorriso forçado.
Wen Qinxi ignorou o gerente furioso e perguntou: "Lin Lin, você quer contar ao papai o que aconteceu?", olhando para Qie Xieling, que parecia inocente como sempre.
Qie Xieling não hesitou e explicou exatamente o que fez, fazendo o gerente quase virar a mesa, contendo-se para não repreender aquela dupla de pai e filho.
"Então, senhor, vamos adicionar os custos de reparo à sua conta", disse o gerente, deslizando o papel para ele com um sorriso sarcástico no rosto.
Wen Qinxi nem se deu ao trabalho de olhar e continuou: "Por que você fez isso?", sua voz incrivelmente gentil. Ele tinha dinheiro de sobra para pagar a conta, mas optou por não pagar porque aquela situação tinha causa e consequência. Ele estava muito interessado no motivo, por isso perguntou a Qie Xieling.
"Porque eles te desrespeitaram e te chamaram de nomes, dizendo que você não deveria criar uma criança porque estava usando um vestido, então eu me vinguei. Só porque meu pai é diferente, não significa que ela deveria falar mal assim", disse Qie Xieling, apontando para a recepcionista.
O rosto da recepcionista ficou vermelho de raiva, mas ela se conteve, pois aquelas pessoas ainda eram clientes, e apressadamente negou: "Não, ele está mentindo. Eu não disse nada disso", disse ela, recuando um pouco.
"Senhor, nossa equipe é bem treinada e respeitosa. Nunca recebemos reclamações de difamação de clientes desde que este hotel abriu. Seu filho deve estar imaginando coisas", disse o gerente, apoiando a recepcionista, embora ele mesmo tivesse dito palavras tão ofensivas na noite anterior, quando Feng Zi fez o check-in. Mas não havia provas de que tal conversa ocorreu antes, então ele estava confiante em sua resposta.
“Okay, eu entendo”, disse Wen Qinxi, pegando seu telefone para enviar uma mensagem para Airen. Em menos de três minutos, a tela da televisão, antes preta, de repente acendeu, como se controlada por um poltergeist, e as imagens daquela manhã começaram a ser reproduzidas. Todas as palavras difamatórias da recepcionista foram expostas pela câmera, tornando difícil a refutação.
Tendo sido pega em flagrante, seu rosto ficou pálido, sua confiança se desfazendo em pó, substituída pelo medo. Eles poderiam ter crenças convencionais, mas o resto do mundo não. Esse tipo de fofoca seria aceitável se você não estivesse sob vigilância, mas quando gravada, seria basicamente sua queda.
O rosto do gerente caiu ao ver aquilo, mas ele tentou assustar Feng Zi acusando-o de crimes cibernéticos e apressadamente pegou seu telefone para chamar a polícia, mas suas ações pararam quando Feng Zi riu de repente. "Ah, ainda não chegamos à parte boa. Vamos assistir, não vamos?", disse Feng Zi, exibindo as imagens do gerente falando mal dele na noite anterior.
As mãos do gerente tremeram de raiva, deixando cair o telefone enquanto ele dizia: "E daí? Não é crime fofocar, mas você quebrou a lei."
"Na verdade, eu não me importo. Vá em frente e chame a polícia. Só diga a eles que você quer que prendam Feng Zi", disse Wen Qinxi enquanto se levantava com Qie Xieling em seus braços, "Vou postar isso online também, então ponha a sua casa em ordem." Com isso, Wen Qinxi saiu da sala enquanto Airen postava o vídeo online, deixando o mundo inteiro saber.
Como Feng Zi havia decidido ser tão irônico, o gerente chamou a polícia pensando: 'Se eu cair, nós todos caímos juntos.' Com isso, ele ligou o número confiantemente, animado para dar um chega pra lá naquele cliente esquisito.
"Alô, oficial, gostaria de denunciar um crime", disse o gerente assim que a ligação foi atendida.
"Sim, continue", respondeu preguiçosamente o oficial, que parecia estar tendo um dia péssimo.
O gerente explicou entusiasticamente: "É um crime cibernético e destruição de propriedade privada cometido por nosso cliente, Feng Zi. Por favor, venha...", mas ele foi interrompido quando o oficial perguntou:
"Quem?", sua voz mais animada do que antes.
Pensando que o policial estava animado para pegar um criminoso, ele disse: "Feng Zi, sobrenome F-E-N-G, nome Z-I", soletrando o nome para o bom oficial, mas as coisas não saíram como o esperado, e o oficial começou a rir.
"Hahahahahahaha... Sargento E aqui. E", disse o oficial, chamando seu superior, "esse cara disse que quer que prendamos alguém", entregando o telefone ao sargento.
"Ahem... este é o sargento Kai, quem você gostaria que prendêssemos?", perguntou o sargento, com seu oficial quase rolando no chão de tanto rir.
"Uh, F-e-n-n-n-g Z-i", disse o gerente confuso. 'Será que o policial fumou maconha?', pensou ele, mas o sargento também começou a rir.
"Hahahahahahaha... ele quer que prendamos Feng Zi... hahahahahahaha. Ei, venha ouvir isso... hahahahaha", disse o sargento, chamando toda a delegacia.
"É tipo, uau, é tipo hahaha... mandando um segurança de shopping para pegar o cartel de drogas... hahahahaha", disse o oficial enquanto toda a delegacia explodia em risadas.
O infeliz gerente não só perdeu o emprego, como também foi motivo de chacota. Ele só descobriu depois de desligar a ligação que Feng Zi era um chefe do submundo que até o exército tinha que enviar generais apenas para prendê-lo, o que eles nunca conseguiram. Como diz o ditado: "não julgue um livro pela capa" ou melhor ainda "não fale mal de ninguém pelas costas, porque você pode não saber".