Salvando o CEO Autoritário

Volume 2 - Capítulo 180

Salvando o CEO Autoritário

Enquanto Hei Bao tentava decifrar seus sentimentos, Wen Qinxi lavava o rosto após um bom choro. Se ele soubesse que essa missão ia mexer tanto com seu coração, não teria topado, mas era tarde demais para se arrepender. Ele estava apaixonado, e não existia pílula que pudesse apagar isso; então, só lhe restava suportar a angústia de pensar que um dia Qie Ranzhe talvez não conseguisse mais dizer aquelas palavras para ele.

Ele estava secando o rosto com uma toalha quente quando Qie Ranzhe entrou de repente no banheiro, ofegante e com o rosto corado, como se tivesse corrido. Assustado, Wen Qinxi queria perguntar o que diabos estava acontecendo, mas nem teve chance, porque Qie Ranzhe o puxou para seus braços e o Marechal selou seus lábios com um beijo terno e apaixonado. O calor dos lábios quentes de Qie Ranzhe se transferiu para seus lábios levemente frios, se espalhando por todo o seu corpo e o fazendo cair, irremediavelmente, mais fundo naquela armadilha do amor. Aquele beijo expressava exatamente o que Qie Ranzhe sentia por ele, uma conexão natural que fazia sua alma reconhecer a sensação de lar no outro. Através daquele beijo, ele sentiu o afeto terno e apaixonado de Qie Ranzhe, o deixando emocionado.

Qie Ranzhe sentiu uma lágrima quente roçar sua pele, fazendo seu coração se apertar de dor enquanto ele erguia Wen Qinxi e o colocava em cima da pia do banheiro. Como uma luva, ele se encaixou perfeitamente entre as pernas abertas de Wen Qinxi e começou a beijar suas lágrimas. "Vamos, meu amor, por favor, não chore", sussurrou ele, segurando o queixo de Wen Qinxi e beijando suas bochechas até secá-las.

"É só um bando de hormônios. Nada para se preocupar", disse Wen Qinxi teimosamente, tentando conter as lágrimas, mas Qie Ranzhe conseguia ver através de sua atuação. Não eram os hormônios, mas o que ele dissera antes que o fizera chorar, o que fez o Marechal correr, deixando Machu para fazer todo o trabalho, para poder confortar seu amado.


Num piscar de olhos, já era noite. Como dizem, o tempo voa quando a vida é boa. O palácio inteiro estava decorado com os melhores tecidos e as luzes mais brilhantes que o império podia oferecer, com muitos convidados prestigiosos desfilando pelo glamouroso tapete vermelho. Esse casamento atraiu a atenção de ambos os impérios: alguns felizes com a cooperação entre os dois, outros esperando que a coisa toda desandasse. A transmissão ao vivo na Rede Valim quase caiu três vezes, incapaz de suportar o número de acessos, especialmente quando o príncipe herdeiro de Nibiru, Lin Yao, um homem alto, bonito, de olhos azuis, fez sua aparição. Ele era uma visão exótica para os cidadãos de Valim, daí a empolgação. Isso gerou um debate sobre quem era mais bonito, o Marechal ou o Príncipe Yao, não só na Rede Valim, mas também offline, entre os membros da equipe Xianxi que estavam às escuras, fazendo vigilância sobre seus alvos.

"Vocês devem estar cegos, aquele cara não chega aos pés do nosso Marechal", disse Hauidan pelo fone de ouvido, enquanto olhava pela luneta de seu rifle de precisão.

"Aquele babaca não sabe o que é fidelidade. Você sabe quantos betas, ômegas e até alfas ele já deitou?

Na verdade, ele nunca marcou ninguém permanentemente e tem um histórico de corações partidos", disse Xiao Hua, a leste de Hauidan, beliscando amendoins enquanto olhava através de seus binóculos.

"Mas tem que admitir que ele é super gato", disse Teng, jogando pedrinhas em seu irmão, que estava incrivelmente irritado.

"Ai... Teng, para com isso!", disse Tong em um sussurro, com seu rifle apontado para um dos homens do Príncipe Yao escondido nas sombras. "Eu não ficaria surpreso se ele estivesse flertando no próprio casamento."

Tong estava certo. O Príncipe Yao estava lançando olhares insinuantes para alguns convidados jovens enquanto esperava sua noiva. Seu pai, o Imperador Lin, o olhava com expressões penetrantes, mas o príncipe não estava entendendo as indiretas, agindo de forma coquete com tudo o que era bonito. Seu olhar lascivo estava por toda parte, até que o Príncipe Xieshu entrou sorrateiramente no salão pela porta lateral. Por que ele estava entrando escondido? Porque alguém não conseguia manter as mãos em si, fazendo com que os dois se atrasassem.

Wen Qinxi, sob o olhar desdenhoso do Imperador Zhao, se acomodou perto do Príncipe Lazhie, completamente alheio ao olhar ambíguo do Príncipe Yao fixado nele. "Aquele é o Príncipe Xieshu?", perguntou o Príncipe Yao, sussurrando a pergunta para seu servo que estava ao seu lado.

"Sim, Vossa Alteza, mas eu sugiro que você diminua o tom, afinal, ainda é o seu dia de casamento", disse o servo que servia o príncipe herdeiro desde o dia em que ele nasceu.

"Por que eu não estou me casando com ele?", perguntou o Príncipe Yao com um sorriso travesso, seus olhos ainda fixos em Zhao Xieshu.

"A Princesa Huangzhi é uma beleza incomparável, mais deslumbrante que o Príncipe Xieshu, além de seu noivado com o Marechal Qie", disse o servo, se movendo alguns centímetros para bloquear a visão do Príncipe.

"Interessante. Isso não será um problema. Depois que eu cravar minhas garras em Valim, naturalmente me livrarei da concorrência", disse ele, finalmente desviando o olhar de Zhao Xieshu, que parecia distraído, importunando o Príncipe Lazhie a tal ponto que não percebeu seu olhar.

Assim que a procissão da noiva começou, o Príncipe Yao sentiu um olhar escaldante que o perfurava, causando arrepios por todo o corpo. Curioso para saber quem tinha a audácia de olhá-lo daquele jeito, ele olhou ao redor e viu o Marechal o encarando com olhos escuros e ameaçadores, emanando uma intenção assassina que podia ser sentida de longe. Uma pessoa normal recuaria, valorizando a própria vida, mas o Príncipe Yao não era uma pessoa normal. Ele estava cobiçando alguém que não lhe pertencia, e quanto mais ele não podia tê-lo, mais intrigado ficava.

Em resposta, ele sorriu antes de fixar os olhos em sua noiva, que era tão bela quanto seu servo descrevera, mas de forma alguma se comparava a Zhao Xieshu.

Comentários