Salvando o CEO Autoritário

Volume 2 - Capítulo 173

Salvando o CEO Autoritário

Por três dias seguidos, Wen Qinxi ficou preso em um ciclo repetitivo, não que ele estivesse reclamando. Acordava com o corpo já limpo, comia bem – na verdade, era alimentado –, fazia uma boa dose de "exercícios sexuais" e dormia de novo, se tivesse sorte de não desmaiar. Já Qie Ranzhe era uma bola de energia andando por aí como se o que estivesse acontecendo naquela nave de guerra não tivesse nada a ver com ele.

O Marechal cuidava meticulosamente de seu ômega, banhando-o – uma das suas atividades favoritas – e alimentando-o, já que Zhao Xieshu mal conseguia levantar um dedo. Mas como Qie Ranzhe não sabia cozinhar, só conseguia preparar comida instantânea, seguindo as instruções da embalagem. Ele se sentia mal por não conseguir fazer nem uma simples canja para seu ômega, pedindo desculpas constantemente, mas Wen Qinxi não se importava, comendo alegremente a comida instantânea, mesmo que sem graça. Ele era muito compreensivo com o Marechal; além disso, saber que aquela comida era preparada pelo CEO especialmente para ele lhe dava uma grande sensação de satisfação, tornando o gosto sem graça em algo doce.

O período de cio de Wen Qinxi finalmente terminou, restando apenas as marcas roxas e vermelhas em seu corpo como prova do que aconteceu nos últimos três dias. Ao despertar, quis se levantar e lavar, mas descobriu que seu corpo estava dolorido em todos os lugares, com as pernas recusando-se a obedecer. Ainda inútil, só conseguiu voltar para a cama, esperando ser servido como um jovem mestre mimado de família rica. Como não tinha nada para fazer, decidiu estudar novamente a caixinha cúbica com o símbolo da família Gu. Quanto mais cedo descobrisse como abri-la, mais rápido inclinaria a balança de poder a seu favor.

Enquanto Wen Qinxi estava deitado na cama brincando com sua caixa cúbica, Qie Ranzhe estava em guerra, lutando contra seu maior inimigo: a cozinha. Crescera se destacando em todas as atividades que tentara, exceto cozinhar. Essa era sua fraqueza.

Normalmente, ele não se importava de comer comida instantânea, mas conhecia as preferências alimentares de Zhao Xieshu, e comida instantânea não estava na lista. Nestes últimos dias, só pôde alimentá-lo assim porque não tinham escolha, mas estava começando a se sentir culpado e queria fazer algo delicioso para Zhao Xieshu. Então, trabalhava arduamente procurando receitas na Rede Valim para preparar um café da manhã para seu amado, mas o começo foi desastroso.

"Ah, não escolha essa receita, é muito difícil", disse Meng Huangse, aparecendo do nada depois de três dias desaparecido. Na verdade, a IA estava lá, mas em estado dócil, dando privacidade aos pais. Só apareceu agora depois de ver o quanto o Marechal estava aflito e decidiu dar uma mão.

Qie Ranzhe não se surpreendeu com o aparecimento repentino de Meng Huangse. Na verdade, sabia que a IA o observava há mais de uma hora, mas fingiu não perceber para não assustá-la. "Qual eu devo escolher então?", perguntou enquanto rolava pela infinidade de receitas que causavam dor de cabeça só de olhar.

"Não se preocupe, pai, eu vi a mamãe cozinhar tantas vezes que posso te dar instruções enquanto você cozinha. A mamãe é muito exigente com comida", disse Meng Huangse, esquecendo que Zhao Xieshu o repreendera constantemente por usar a palavra "mamãe" como forma de tratamento.

Sem que ele soubesse, os lábios de Qie Ranzhe se curvaram em um sorriso bobo, satisfeito em saber que até mesmo a IA de Zhao Xieshu se reconhecia como seu filho ilegítimo. Isso provava ainda mais o quanto Zhao Xieshu o amava.

"Quem te ensinou a dizer isso?", perguntou ele, tirando um frango do congelador. A Baine Branca sempre estava totalmente abastecida de comida, caso Zhao Xieshu decidisse se aventurar no espaço selvagem a qualquer momento.

"A mamãe, desde que me criou. Ele me mostrou uma imagem sua e disse que era o pai, mas eu nunca te vi até agora", confessou Meng Huangse, revelando os segredos de seu chefe para o lobo mau, que estava mais do que feliz em provocar Zhao Xieshu mais tarde. Meng Huangse instruiu cuidadosamente o Marechal passo a passo, fazendo mingau de frango, sem esquecer de revelar alguns segredos pessoais para seu pai distante enquanto fazia isso. Uma refeição que deveria levar trinta minutos para ser preparada levou uma longa e penosa hora, mas o resultado não ficou nada mal.

Os dois patriotas orgulhosos marcharam para a cabine do capitão, prontos para apresentar sua obra-prima a Zhao Xieshu. Era a primeira coisa que Qie Ranzhe já havia feito, então era compreensível sua empolgação com uma tigela de mingau. Ao chegar à cabine, Zhao Xieshu estava deitado fracamente na cama, mexendo em uma caixa cúbica com ar perdido. Sua metade inferior nua estava coberta pelos lençóis de seda, mas Qie Ranzhe podia ver claramente o contorno de seu corpo sob os lençóis.

"Amor, te trouxe comida", disse ele, sentando-se ao lado dele, seus olhos penetrantes fixos no peito de Zhao Xieshu. Ele havia satisfeito seus desejos nos últimos três dias, penetrando inúmeras vezes nesse doce ômega, mas naquele momento, uma sede incontrolável o consumia novamente. Quando se tratava de Zhao Xieshu, ele nunca se cansava, sempre desejando mais.

Wen Qinxi largou o cubo ao sentir o aroma delicioso do mingau, fazendo seu estômago roncar de excitação.

"Aqui, experimente", disse o Marechal, soprando um pouco de ar na colher de porcelana antes de alimentá-lo a Zhao Xieshu. Essa cena, se vista pelos generais, ou pior, se vista por Machu, com certeza o faria desmaiar de choque, então era bom que estivessem no espaço profundo, com apenas Meng Huangse como testemunha.

Os olhos de Wen Qinxi se arregalaram de surpresa; o mingau era realmente apetitoso, muito melhor que os padrões de Wan Danzhe. "Você fez isso?", perguntou, sua mente em descrença total. Aquele homem nem conseguia diferenciar gengibre de alho, então como podia ter feito uma refeição tão deliciosa?

Qie Ranzhe não se sentiu ofendido, pois estava ciente de suas habilidades culinárias, classificadas em valores negativos. "Eu fiz, com a ajuda do meu primogênito", declarou orgulhosamente, alimentando seu amado com mais uma colherada de mingau.

Wen Qinxi engasgou ao ouvir a palavra "filho" e começou a tossir violentamente, com os olhos lacrimejando instantaneamente. Qie Ranzhe lhe entregou um copo d'água enquanto acariciava suas costas gentilmente. Só depois que ele conseguiu se acalmar, Qie Ranzhe explicou melhor, limpando suas lágrimas. "Estava falando do Meng Huangse. Não foi você quem ensinou ele a me chamar de pai? Não é bom que estou assumindo a responsabilidade e aceitando meu papel de pai? Não se preocupe, meu amor, mesmo que tenhamos tido um filho fora do casamento, eu definitivamente assumirei a responsabilidade", disse ele com um sorriso malicioso que deixou Wen Qinxi arrepiado.

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