Salvando o CEO Autoritário

Volume 1 - Capítulo 24

Salvando o CEO Autoritário

Com a apresentação encerrada e os empregados arrumando tudo, Qie Ranzhe, de alguma forma, seguiu Wen Qinxi até em casa, grudado nele feito chiclete, protegendo o cordeirinho de outros lobos famintos.

Wen Qinxi realmente queria se livrar dele, mas se sentiu mal, principalmente depois que ele tinha afastado aqueles tarados mais cedo. Uma cama confortável e um jantar quentinho eram o mínimo que ele podia fazer para agradecê-lo. Wen Qinxi teve que esgueirar Qie Ranzhe para dentro de casa como um garoto entrando escondido com a namorada no dormitório da faculdade – o que, aliás, ele nunca tinha feito antes.

“Jin-ge, você precisa trazer ele com a gente? Você pode recompensá-lo com duas tigelas de comida amanhã”, sussurrou Lin Mingxu no ouvido de Lin Jingxie.

“O que você tem a dizer, diga em voz alta. Não seja tímido, eu sei que sou bonito, então não precisa sussurrar sobre isso. Diga alto e claro assim: ‘Ran-ge é bonito’. Repita depois de mim, Ran-ge é…”, disse Qie Ranzhe, lançando-lhe um olhar provocador antes de afastá-lo com a mão que ainda estava pendurada nos ombros de Lin Jingxie.

“Puta que pariu! Quem disse que você é bonito, seu traste! Parece mais um troll feio!”, retrucou Lin Mingxu, altamente irritado, desejando poder arrancar aquele braço dos ombros de Lin Jingxie.

Wen Qinxi tentou várias vezes se soltar do aperto de Qie Ranzhe, mas cada vez que tentava, era puxado mais para perto em um estrangulamento frouxo, o que, no fim das contas, o impedia de tentar.

Sua mente repentinamente voltou para o ensino médio, lembrando-se de como Qie Ranzhe costumava ser assim com seus amigos, exibindo-se no pátio da escola com garotas gritando aos berros. Ele os observava pela janela, desejando poder fazer parte daquela turma. Talvez ele tivesse encontrado uma loli fofa para se pegar debaixo das arquibancadas.

“Haaa, que sonho grande era”, pensou ele olhando para o muro que eles estavam prestes a pular. “Mingxu, pula primeiro e verifica se o caminho está livre”, disse Wen Qinxi, dando-lhe um tapinha nas costas, mas Lin Mingxu fez um bico de desaprovação enquanto balançava a cabeça.

“Quem vai te dar impulso se eu estiver do outro lado?”, reclamou, desviando o olhar de Qie Ranzhe.

“Aish, para de ser difícil, Qie Ranzhe é mais alto que você. Ele vai me dar um impulso”, disse Wen Qinxi com as sobrancelhas franzidas de aborrecimento.

Lin Mingxu cedeu, isso depois que Qie Ranzhe o provocou mais uma vez: “Você ouviu isso, eu sou mais alto que você, baixinho”, disse ele com um sorriso malicioso, mas ofendeu Wen Qinxi no processo.

“Se ele é baixinho, então o que eu sou? Você vai me chamar de anão da porra?”, disse Wen Qinxi lançando-lhe olhares furiosos. Qie Ranzhe olhou para ele, de repente achando esse Lin Mingxu zangado surpreendentemente fofo. Ele só queria cutucar e cutucar mais um pouco o gatinho até ele ficar bravo, para então acariciá-lo e acalmar sua fúria.

Percebendo a armadilha que havia armado para si mesmo, Qie Ranzhe tentou acalmar Lin Jingxie, caso contrário ele poderia mudar de ideia e expulsá-lo para a noite. “Não, você não é, era brincadeira”, esfregando seu ombro de maneira a acalmá-lo.

“Droga! Por que parece que ele é um marido acalmando sua pequena esposa?”, pensou Wen Qinxi, tirando a mão de Qie Ranzhe de seus ombros.

“Chato”, disse ele antes de apontar para Lin Mingxu, “rápido, não temos o dia todo”.

Lin Mingxu obedientemente pulou a cerca, verificando se o caminho estava livre antes de dizer, “Jin-ge, tá limpo”, em um sussurro alto.

“Me dá um impulso”, disse Wen Qinxi enquanto Qie Ranzhe entrelaçava os dedos, encostado na parede de frente para ele.

Wen Qinxi pisou em suas mãos, subindo nos ombros de Qie Ranzhe para alcançar o topo do muro. Ele repentinamente latiu como um cachorrinho quando sua bunda foi, de alguma forma, apalpada por Qie Ranzhe.

“Ei, onde você pensa que está colocando suas mãos?”, disse Wen Qinxi olhando para o adolescente que parecia ter levado um choque elétrico, com a mão culpada congelada no ar. Ele balançou a cabeça em negação, como se falsamente acusado. “Para de graça e pula”, disse Wen Qinxi, escalando para o outro lado.

O toque foi definitivamente acidental, mas o prazer que veio com ele foi puramente intencional. Qie Ranzhe achou que a bunda firme de Lin Jingxie era meio prazerosa de tocar. Ele sentiu vontade de tocar mais e até mesmo dar uma leve pressão no processo. Ele esperava mais oportunidades acidentais enquanto escalava para se juntar a eles. Em um instante, eles haviam se esgueirado com sucesso para o quarto de Lin Jingxie, completamente alheios ao fato de que já haviam sido pegos.

“Mestre Lin, os rapazes voltaram, mas pularam a cerca nos fundos da mansão com uma terceira pessoa”, disse o empregado que havia corrido para o escritório principal quando testemunhou parte do crime.

O Mestre Lin havia claramente instruído o empregado a avisá-lo quando os rapazes voltassem, mas não antecipou um crime tão hediondo, esgueirando deliberadamente alguém para dentro da mansão. Seu rosto franziu-se enquanto ele indagava mais a fundo: “É uma garota que eles esgueiraram?” Se fosse, então aqueles rapazes não veriam outro amanhecer.

“E-eu não sei. Me perdoe, Mestre Lin, eu não olhei mais de perto”, disse o empregado aterrorizado, mantendo distância.

O Mestre Lin jogou tudo de sua mesa, fazendo um escândalo antes de sair correndo do quarto murmurando: “Aqueles dois idiotas acham que vão me fazer avô enquanto eu ainda sou jovem, eles devem pensar de novo”.

Sua mente já havia se descontrolado com vários cenários. Ele nunca havia posto a mão neles, ok, talvez uma vez, mas tinha sido uma palmada leve quando eles eram bebês. Se resultasse como ele pensava, ele planejava espancá-los até ficarem roxos, para que eles não ousariam olhar para uma mulher novamente até os quarenta anos.

Como um policial fazendo uma batida de drogas, ele chutou a porta aberta gritando: “Jin!”, antes de congelar com uma cara confusa. ‘Que porra eles estão fazendo?’, pensou ele, parado ali como uma estátua.

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