O Amante Proibido do Assassino

Volume 7 - Capítulo 616

O Amante Proibido do Assassino

Enquanto os recém-casados exploravam a intimidade e desfrutavam das delícias da vida conjugal, Zi Xingxi parecia ter passado por tremendas tribulações. O cabelo estava um ninho, ela andava de forma estranha e parecia letárgica enquanto preparava um café.

O mais interessante era que ela parecia feliz... muito feliz. Sorria de um jeito assustador, como sempre fazia quando ganhava um novo brinquedo – e por brinquedo, entenda-se armas.

Zi Feiji estreitou os olhos, desconfiado. Era inesperado, considerando que ela tinha sido a última a beber na noite anterior, dizendo que seu bebê não era mais seu bebê. Houve muito choro e muitos afagos por parte do marido.

Agora, ela era pura alegria, com um sorriso radiante. Zi Feiji não pôde deixar de observá-la enquanto tomava um gole de seu chá. Para piorar, ela estava cantarolando uma música. Sua expressão traduzia claramente: “Que diabos está acontecendo?”.

Zi Xingxi sorriu alegremente para o pai, causando-lhe arrepios. Era como olhar para o Pennywise, só que numa versão muito mais bonita.

Ele estava prestes a perguntar o que havia de errado quando a viu pegar uma panela e começar a fazer chocolate quente. A única pessoa que havia recebido esse tratamento especial fora Zi Han, quando havia feito um excelente trabalho.

Nem mesmo ele, sendo o pai, jamais recebera chocolate quente. Ele apertou os lábios e ficou calado, até que Zi Xingxi o olhou e perguntou: “Você quer um pouco?”

Zi Feiji ergueu sua caneca e disse: “Estou bem, obrigado. Já tenho meu chá.”

Zi Xingxi deu de ombros, respondendo: “Okay.”

...

Depois disso, ela continuou a preparar o chocolate quente, ainda cantarolando. Assim que Zi Feiji deu um gole de seu chá, Yeoh Jun entrou, em estado muito pior que Zi Xingxi.

Ele também andava de forma estranha, tinha olheiras profundas e, como estava sem camisa, Zi Feiji pôde ver todas as marcas avermelhadas em seu peito, pescoço e braços.

Yeoh Jun nem percebeu o sogro sentado ali. Desabou no banquinho oposto do balcão e deitou a cabeça sobre a pia, usando os braços como travesseiro. Seu corpo estava tão mole, que parecia morto. Zi Feiji não conseguiu se conter e o chamou.

“Ah-Jun…”, chamou ele, antes de tomar outro gole.

Yeoh Jun emitiu um gemido suave, virando levemente a cabeça para olhar para o sogro. “Pisca duas vezes se quiser que eu te salve”, disse ele, e Yeoh Jun se virou, acenando com a cabeça.

Zi Xingxi colocou três marshmallows na caneca, dizendo: “Você se esforçou muito ontem à noite. Você deveria simplesmente voltar para a cama.”

Zi Feiji engasgou com o chá ao ouvir isso. Era por isso que os dois precisavam sair de sua casa. Exatamente por isso. O velho não suportava mais os mimos excessivos dos dois em sua própria casa.

“Pai, você está bem?”, perguntou ela, pegando um copo d’água, mas Zi Feiji não queria ficar ali mais tempo que o necessário.

“*Tosse* *tosse* *tosse Estou bem *tosse só não me incomode por uma hora ou duas... melhor ainda, pelo resto do dia. Pelo resto do dia não me fale”, disse ele antes de sair da cozinha.

Assim que virou a esquina, quase pulou de susto ao trombar com o Velho Lu. “Por que você está se esgueirando por aí? Droga, você quase me deu um infarto!”, disse Zi Feiji, batendo no peito.

O Velho Lu pediu desculpas sinceramente, com a cabeça baixa, como se estivesse escondendo algo, e Zi Feiji percebeu. Suas sobrancelhas se franziram e ele perguntou: “Que cara é essa? O que você está escondendo?”

O Velho Lu ergueu a cabeça e disse: “Não, senhor, nada não.” Sim, não era nada, exceto que seu chefe estava bêbado na noite passada e meio que insinuou que eles eram como um casal casado, que podiam muito bem ser.

O Velho Lu ficou assustado? Sim. Ele ficou chateado? Não. Ele estava envergonhado e, estranhamente, gostou. Ele diria alguma coisa? Provavelmente não.

“Pare de agir de forma estranha. Você quer jogar xadrez? Preciso limpar minha mente daqueles dois idiotas exibindo tanto afeto”, disse ele antes de tomar outro gole e ir embora.

Em estado de choque, o Velho Lu ficou ali parado, com uma expressão vazia, cravado no lugar. Somente quando Zi Feiji se virou para ele e disse: “Por que você está parado aí como uma árvore? Vamos!”, o Velho Lu voltou a si.

O Velho Lu voltou a si e o seguiu obedientemente. Enquanto isso, Zi Xingxi tratava seu marido como um rei. Bem, ele é o imperador, então fazia sentido que ela o tratasse como um rei, mas esse tratamento vinha do coração, porque ele era o rei do seu coração.

Ela acariciou o cabelo dele carinhosamente, colocando a caneca na frente dele. “Então… ontem à noite”, disse ela, inclinando-se com o cotovelo apoiado no balcão da cozinha. “Ontem à noite você foi incrível”, disse ela sussurrando em seu ouvido.

Yeoh Jun, que não sabia que sua esposa era tão energética na cama, resmungou baixinho, virando-se para olhá-la. Ele a olhou com um olhar sensual e preguiçoso. Os dois pareciam amantes do ensino médio, com as cabeças encostadas na mesa, sussurrando palavras doces um para o outro.

“Você gostou?”, perguntou ele em uma voz rouca e preguiçosa, seu olhar fixo em seus lábios.

Zi Xingxi acenou com a cabeça, com um sorriso radiante, e Yeoh Jun se aproximou e a beijou.

Dez minutos depois, Zi Han, já totalmente vestido, estava parado na porta, calçando seus tênis, quando seu cérebro-luz emitiu um som de notificação.

Ele se sentou no porta-sapatos, que também servia como banco, enquanto verificava seu cérebro-luz. Yi Chen ajoelhou-se diante dele e o ajudou a calçar os sapatos.

Zi Han abriu suas mensagens, pulou as mensagens de parabéns e abriu a mensagem do pai.

DoceCoraçãoDaXixi: Não volte mais para casa.

Zi Han, “…”

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